Cultura
Em Belem, Museu das Amazônias apresenta atividades culturais gratuitas
Cultura
Em Belém, o Museu das Amazônias apresenta uma programação em novos ambientes, com atividades na área externa, no Parque de Bioeconomia da Amazônia e na Caixa Cultural. As ações acontecem ao longo deste mês de sexta-feira a domingo e são gratuitas.

A coordenadora de programação do Museu das Amazônias, Gabriele Martins, conta que o “MAZ em movimento” é uma forma de seguir perto do público enquanto o prédio do museu passa pela montagem de novas exposições que vão abrir em breve.
“A nossa programação vem trazendo atividades educativas, culturais e artísticas, fazendo um diálogo entre o museu e o seu entorno, utilizando alguns espaços no Porto Futuro e convidando as pessoas a vivenciarem o museu de uma outra forma, mais próxima e também conectada com a cidade. A programação, preparada para esse período, tá incrível e foi pensada com muito carinho, incluindo oficinas educativas, aulas de ritmo, e shows, vivências de saberes e territórios e visitas mediadas ao ar livre.”
Nesta sexta-feira, o Museu das Amazônias traz uma série de atividades relacionadas ao hip hop, com oficina de grafite para iniciantes na Caixa Cultural, roda de conversa que vai debater a Amazônia urbana sob o viés do hip hop e uma oficina para dançar break. À noite, a área externa do museu recebe a Batalha de São Brás e shows de Bruna BG e Moraes MV.
No sábado, o museu oferece oficinas de agroecologia em maquetes e de grafismos das culturas indígenas. Nos outros finais de semana de março, a programação conta com oficinas sobre saberes populares de ervas e plantas; de confecção de maracas – instrumento do carimbó; de compostagem como tecnologia ancestral; de tecelagem amazônica, e sobre os saberes dos povos tupi-guarani. Tem ainda visitas mediadas pelo Porto.
As informações completas das atividades podem ser conferidas nas redes sociais do Museu das Amazônias.
Cultura
Jornalistas indígenas lançam manual para qualificar a imprensa
Primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil chega com a proposta de transformar a forma como os povos originários são retratados
No Viva Maria desta segunda-feira (10), Mara Régia conversa com o jornalista Luan Tremembé, coordenador da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), sobre o lançamento de Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena.
Escrito de forma coletiva por jornalistas indígenas e estudantes de Jornalismo de diferentes povos e biomas brasileiros, o manual reúne orientações para uma abordagem mais ética, qualificada e livre de estereótipos sobre os povos originários.
Luan destaca a importância de garantir que os próprios povos indígenas tenham voz na construção das narrativas sobre suas histórias, culturas e lutas.
O nome Poranga Marandúa, que significa “Boas Notícias” em nheengatu, também homenageia Andreza Baré, apontada como a primeira indígena formada em Jornalismo no Brasil.

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