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Cultura

Começou a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho

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Já começou a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho, a Flipelô, com uma extensa programação literária, artística e musical totalmente gratuita.

Esta edição, que vai até domingo, marca os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado e homenageia uma das fundadoras, a poeta baiana Myriam Fraga.  A atual diretora executiva da Fundação, Ângela Fraga, é filha de Myriam e se emociona ao falar sobre a homenagem.

“Ela idealizou e a gente trabalhou para que acontecesse. Infelizmente, ela não conseguiu ver realizado, mas ela deixou o planejamento, as linhas mestras que a gente buscou seguir. Quando a gente fez a primeira edição, não tinha ideia de como seria a recepção de um evento literário no espaço do Pelourinho e para nossa grata surpresa, foi incrível!”

O ator, escritor e criador de conteúdo literário Deco Lipe explica que juntou a poesia de Myriam com o traço do artista baiano Calasans Neto, outro homenageado do evento.

“A gente está trazendo vários tipos de poéticas.  A gente tem Myriam Fraga como grande homenageada, tal qual Calasans Neto . Então, a gente vai falar sobre os traços, sejam  eles escritos, sejam eles traços, ilustrações,  dentro desse espaço, dentro dessa programação pensada para um público que é mais jovem.

A programação completa da Festa Literária Internacional do Pelourinho pode ser conferida no site flipelo.com.br. 


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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