Cultura
Ceará recebe artistas de 8 países no Festival Internacional de Circo
Cultura
Artistas nacionais e internacionais de uma das mais tradicionais formas de arte do mundo vão estar no 11° Festival Internacional de Circo do Ceará, que começa no dia 31 de outubro. 

O grande encontro de artistas circenses é realizado anualmente e, nesta edição, circula pelas cidades de Fortaleza, Aquiraz, Paracuru, Itapipoca e Aracati. A programação vai até 15 de novembro e é gratuita.
Giza Diógenes, diretora geral do festival, explica como surgiu a ideia do evento.
“No Ceará ainda não existia um festival inteiramente circense e por identificar essa lacuna, né, esse espaço no nosso calendário de festivais, nas linguagens de festivais atuantes aqui no estado do Nordeste, foi que surgiu a ideia, a vontade, o desejo de fazer um festival inteiramente circense. Então, começamos com essa ideia em 2009, mas só em 2014 que a gente conseguiu realizar a primeira edição do festival que se chamava apenas Festival de Circo Ceará”.
Na programação, números, espetáculos e oficinas de circenses de Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Amazonas e do próprio Ceará, além de grupos da Argentina Chile, Colômbia, Equador, Espanha e Uruguai. São cerca de 100 artistas em mais de 40 apresentações.
Giza destaca algumas das principais atrações.
“Temos a Circus Family on the Road, que está vindo diretamente da Espanha, mas não está vindo de um jeito comum, pegando um voo, está cruzando aí as Américas, chegando à região Norte do Brasil e seguindo até aqui o Ceará para participar do Festival de Circo. Temos a trupe Mulheres Esperança Garcia com o espetáculo das palhaças agricultoras, que é do Piauí”.
Além do uso de ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência, o Festival ainda vai contar com um espetáculo inteiramente em Libras, com tradução reversa para o público ouvinte. A performance “A Palhaça Surda Mara: o corpo da Mulher”, da atriz Lívia Cruz.
A diretora do festival fala sobre essa parte do evento.
“A gente não só tem toda a programação com recursos de acessibilidade através dos trabalhos dos intérpretes de libras e de audiodescrição, como também pela primeira vez a gente está tendo uma artista que é surda na programação. A Lívia Cruz está vindo com um espetáculo que vai apresentar numa escola para surdos e também dentro da programação do festival”.
Giza também destaca a acolhida que o evento vem recebendo desde a primeira edição.
“Por onde o festival passa, é sucesso. É sucesso de público, é um público fiel, um público que já aguarda o festival. Quando as estruturas estão sendo montadas, já desperta ali a curiosidade da comunidade e as noites são lindas e repletas de muita gente que vem para ver o circo”.
O 11° Festival Internacional de Circo do Ceará conta com fomento da Funarte, por meio do Ministério da Cultura. E lembrando: todas as atrações são de graça! Outras informações no instagram @festivalcircoceara e no site festivaldecircoceara.com
Cultura
Flip divulga programação para edição de 2026
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), anunciou nesta terça-feira (23) a programação da 24ª edição do evento, que ocorre entre os dias 22 e 26 de julho. Neste ano, a homenageada é a poeta Orides Fontela (foto), que renovou o modernismo e abriu portas para a contemporaneidade, tornando-se conhecida pelo rigor formal com a língua e pela boa recepção da crítica. A trajetória da poeta foi marcada ainda pela precariedade material durante anos, que a deixou inclusive sem moradia.

Entre as atrações do evento estão mais de 20 mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas, contação de histórias e ações de mediação de leitura. Alguns escritores de destaque confirmados são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior, Socorro Acioli e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.
O evento já dá seus primeiros passos este mês, com o Ciclo da Autora Homenageada, em São Paulo, entre os dias 25 e 27, com quatro encontros sobre a obra de Orides Fontela.
Rita Palmeira, curadora desta edição da Flip, fala sobre a mesa de abertura do ciclo.
“A gente abre o ciclo com uma mesa que é uma mesa de abertura que reúne o Alcides Villaça, que é poeta, professor e um leitor muito fino de poesia, e que estudou com a Orides na USP; e junto a ele Fernando Paixão, que também é poeta e professor. Os dois são dois leitores muito especiais de poesia e em particular da Orides. Então eles fazem essa mesa que é uma apresentação mais geral da Orides”.
O diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, destaca a importância da festa literária.
“A Flip provoca impactos que se desdobram no tempo. No curto prazo, transforma Paraty em um palco de encontros e reflexões que reverberam o país afora. No médio prazo, fortalece economias locais, não só em Paraty, mas fortalece economia e cultura em todo o país. No longo prazo, consolida-se como patrimônio vivo, ampliando horizontes e formando novas gerações de leitores e escritores, fortalecendo assim o pensamento crítico e a própria democracia”.
Outras atrações do evento são Flipinha, FlipZona e FlipEduca, voltadas para a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas a crianças, jovens, educadores e comunidade.
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