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Caprichoso é o campeão do Festival de Parintins 2026

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Depois de três noites de grandes espetáculos na Arena do Bumbódromo, o grande campeão do 59º Festival Folclórico de Parintins 2026 foi anunciado nesta segunda-feira, o Boi Caprichoso.

A apuração foi realizada na cidade amazonense de Parintins, logo após o jogo da seleção brasileira, e reuniu torcedores dos bois Azul e Vermelho, que acompanharam cada nota com expectativa.

Ao todo, foram avaliados 21 itens oficiais, distribuídos em três blocos: musical, cênico, coreográfico e artístico.

A disputa começou equilibrada. Na apuração das apresentações da primeira noite, Caprichoso e Garantido empataram. Já nas notas da segunda noite, o Caprichoso assumiu a liderança e abriu quatro décimos de vantagem sobre o rival.

Na terceira e última noite, o Boi Azul confirmou o favoritismo, ampliou a diferença e conquistou o 27º título de sua história no Festival de Parintins.

Com o tema Brinquedo que Canta Seu Chão, o Boi Caprichoso apresentou uma reflexão sobre a própria identidade como símbolo cultural da Amazônia. O espetáculo destacou a memória, o pertencimento e a tradição construídas ao longo de gerações, reafirmando a força e a identidade do Boi-Bumbá.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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