Cultura
Capacitação amplia renda de artesãos indígenas no Alto Rio Negro
Cultura
Artesãos indígenas da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, vão receber capacitação para terem mais opções de fonte de renda a partir da própria produção.

Uma parceria da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social vai oferecer oficinas e apoio à comercialização do artesanato.
O território Alto Rio Negro abriga mais de 23 povos. A iniciativa deve capacitar pelo menos 190 indígenas inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) dos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.
A primeira oficina de biojoias começa em fevereiro e será voltada para 40 mulheres indígenas de diferentes etnias.
Outros cursos estão previstos ao longo de 2026, como comercialização, fabricação de cestas e cerâmica, além da entrega de kits produtivos.
As atividades contarão com apoio de deslocamento, alimentação e, quando necessário, hospedagem, possibilitando a participação de artesãos de comunidades indígenas mais afastadas.
O projeto é uma resposta às demandas apresentadas pelas próprias comunidades, em assembleia realizada na região pela equipe do Ministério no ano passado
Cultura
Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira
Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.
Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.
Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.
Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.
Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.
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