Cultura
Caboclinhos e indígenas celebram tradição ancestral no Recife
Cultura
Expressões vivas da cultura popular pernambucana, os caboclinhos e as tribos indígenas realizam uma apresentação coletiva nesta quinta-feira, dentro da programação de prévias carnavalescas de Recife. 21 grupos da Região Metropolitana vão se apresentar a partir das 17h, no histórico Pátio de São Pedro, localizado no bairro São José.

Entre os participantes estão os centenários caboclinhos Carijós e o Canindés, ambos com mais de 120 anos de fundação, além de tribos indígenas, cada uma delas com centenas de integrantes, como a Sete Flechas e a Tapirapé. O público presente terá um panorama diverso das tradições destas duas manifestações culturais que integram o patrimônio afro-indígena do carnaval pernambucano.
Guiadas pelo som marcante das preacas, espécie de arco e flecha de madeira, instrumento que dita o ritmo dos baques, crianças, jovens e adultos entram em cena com fantasias ricamente adornadas, cores vibrantes e movimentos coreografados que remetem à ancestralidade, à resistência cultural e ao caráter sagrado-festivo dessas brincadeiras.
Os grupos de Caboclinhos e Tribos Indígenas de Pernambuco foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN em 2016. Atualmente, segundo o Governo do estado, existem cerca de 70 grupos de caboclinhos pernambucanos, dos quais aproximadamente 30 estão só na capital.
Cultura
Jornalistas indígenas lançam manual para qualificar a imprensa
Primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil chega com a proposta de transformar a forma como os povos originários são retratados
No Viva Maria desta segunda-feira (10), Mara Régia conversa com o jornalista Luan Tremembé, coordenador da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), sobre o lançamento de Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena.
Escrito de forma coletiva por jornalistas indígenas e estudantes de Jornalismo de diferentes povos e biomas brasileiros, o manual reúne orientações para uma abordagem mais ética, qualificada e livre de estereótipos sobre os povos originários.
Luan destaca a importância de garantir que os próprios povos indígenas tenham voz na construção das narrativas sobre suas histórias, culturas e lutas.
O nome Poranga Marandúa, que significa “Boas Notícias” em nheengatu, também homenageia Andreza Baré, apontada como a primeira indígena formada em Jornalismo no Brasil.

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