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Brasileiros preferem atividades culturais on-line, revela estudo

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As atividades culturais on-line já superam as presenciais na preferência dos brasileiros. É o que revela a sexta edição da pesquisa “Hábitos Culturais” realizada pelo Observatório Fundação Itaú.  

Nos últimos 12 meses, quase todos os entrevistados, com idade entre 16 a 65 anos, consumiram algum tipo de arte ou cultura, sendo que 84% realizaram alguma atividade presencial e 90% realizaram atividades on-line.

Neste último grupo, entre os principais hábitos, os campeões são: 

  • ouvir música online, com 85%,
  • assistir filmes em streaming, com 74%, e
  • séries nas plataformas como hábito para 70% dos entrevistados. 

Em relação ao presencial, os mais citados foram: eventos ao ar livre, com 61%, shows – com 45% e festas populares, 42%, estão entre as principais preferências dos entrevistados.

Do público que participa de atividades culturais presenciais, 61% costumam frequentá-las pelo menos uma vez por mês. Dentro desse grupo, aproximadamente um terço mantém o hábito de participar semanalmente. Esses dados permanecem consistentes, sem mudanças significativas em comparação com o ano passado.

Um dado que chama atenção é que mais de 30% dos brasileiros questionados não consomem atividades culturais presencialmente devido a questões financeiras e à insegurança; 21%, inclusive, mencionam violência contra mulheres nos espaços culturais ou arredores como fator para abdicarem de eventos presenciais.

A pesquisa ouviu 2.432 pessoas entre 11 e 26 de agosto passado, com renda familiar média de R$ 4,6 mil. O estudo está disponível no site fundacaoitau.org.br


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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