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Brasileiros históricos serão homenageados no 2º dia de desfile em SP

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A segunda noite de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, traz enredos sobre o compositor Paulo César Pinheiro, o médium Chico Xavier, a atriz Léa Garcia, a capital da Holanda e o orixá Exu. Tem ainda enredos que exaltam a resistência das mulheres negras escravizadas e a luta dos povos indígenas.

Para Raul Machado, comentarista de carnaval há 15 anos, o interesse das escolas tem aumentado em relação a temas de cunho social, para além da preocupação com a questão plástica das alegorias.

“O tema da mulher está em evidência, muito por questões da atualidade, mas também por conceitos históricos. Há também a preocupação de escolher um tema que seja mais denso, que seja cultural, e mais do que isso, que as comunidades possam ao longo do ano vivenciar esse enredo e transmitir uma mensagem a quem vai assistir ao desfile.”

História, cultura e religião pela avenida

A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval paulistano tem início com a escola Império de Casa Verde, com o enredo “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras” que narra a história de Dona Fulô, mulher negra alforriada que viveu na Bahia e foi símbolo de resistência ao usar joias conhecidas como balangandãs.

Na sequência, a Águia de Ouro apresenta “Mokum Amsterdã – o voo da Águia à cidade libertária”, numa viagem pela capital holandesa que destaca o caráter livre, progressista e vanguardista da cidade.

Depois, é a vez da Mocidade Alegre, escola com o segundo maior número de títulos: venceu 12 carnavais. Neste ano, a agremiação apresenta “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, numa homenagem à atriz Léa Garcia, pioneira no teatro e cinema nacional.

A quarta escola a desfilar é a Gaviões da Fiel, com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, que exalta a luta e o legado dos povos indígenas enquanto guardiões das florestas, e a sabedoria ancestral como esperança para o futuro.

Tadeu Kaçula, sambista e sociólogo, destaca que este vai ser um carnaval com aparatos tecnológicos ao mesmo tempo em que mantém a conexão com as tradições.

“Escolas de samba que vão buscar na história das diásporas africanas, na história dos povos originários, a formação da identidade do povo brasileiro, nós estamos falando que são escolas de samba, estão antenadas no futuro, mas que tem o conhecimento, o entendimento daquilo que nós chamamos da praxis filosófica do Sankofa, que é uma filosofia africana que diz que o nosso futuro, ele só pode ser construído a partir da nossa visita do entendimento do que foi produzido e pensado no passado.”

A Estrela do Terceiro Milênio é a quinta agremiação a cruzar a avenida, com a homenagem “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”. O compositor carioca de 76 anos é autor de mais de duas mil canções.

A penúltima escola a desfilar pelo Grupo Especial é a Tom Maior, campeã do Grupo de Acesso 1 de 2025. Este ano, a escola traz o enredo “Chico Xavier: nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, com a história do expoente do espiritismo e um retrato da cidade do Triângulo Mineiro.

Por fim, quem fecha a segunda noite do Grupo Especial é a Camisa Verde e Branco, a terceira escola com mais títulos entre as que competem este ano, com nove vitórias. A agremiação chega com o enredo “Abre Caminhos” sobre as formas de manifestação de Exu, orixá da comunicação e guardião dos caminhos.

Ouça também 🎧: Primeira noite de desfile das escolas de SP celebra figuras femininas

Felipe Rangel, locutor da Rádio MEC, comenta a safra de sambas deste ano.

“Eu destaco aqui o samba do Camisa Verde Branco que fala de Exu e também o da Estrela do Terceiro Milênio que vai homenagear Paulo César Pinheiro, um dos maiores poetas da história do nosso país. Mas também tem outros grandes sambas, Barroca Zona Sul, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre que vai falar de Léa Garcia. E para mim serão apresentações de altíssimo nível que serão decididas nos detalhes.

A apuração das notas dos desfiles acontece na terça-feira de carnaval e o desfile das campeãs será no sábado, dia 21 de fevereiro.

* Com sonoplastia de Jailton Sodré, colaboração de Priscila Cestari e produção de Dayana Vitor.
 


Fonte: EBC Cultura

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Filarmônica do Maranhão apresenta espetáculo em São Luís

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A riqueza da criação musical maranhense em uma releitura sinfônica: essa é a proposta de repertório que a Orquestra Filarmônica do Maranhão apresentará nesta quarta-feira no centenário Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, a partir das 19h30.

O espetáculo “Identidade Maranhense” fará um passeio pelos sons, ritmos e referências que fazem parte da identidade cultural do estado.

Além do regente titular Daniel Cavalcante, estarão também no comando das batutas dois convidados: os maranhenses Thales do Vale e Helder Ferreira.

A apresentação também terá a participação do trombonista Daniel Miranda como solista.

Entre as obras que ecoarão pelo palco do Arthur Azevedo estão “Louvação a São Luís”, do poeta e jornalista Bandeira Tribuzi, adotada como hino oficial da capital maranhense, e a abertura da ópera “Boi Catirina”, de Josias Sobrinho e Papete.

A ópera é a adaptação cênica e musical do tradicional auto do Bumba Meu Boi do Maranhão.

Em outro momento, os mais de 50 músicos da Filarmônica prestarão uma homenagem ao cantor e compositor João do Vale, executando o medley “João Sinfônico”, com algumas obras do seu repertório.

A Orquestra Filarmônica do Maranhão é a caçula entre os grupos de música de concerto do estado e completará um ano de fundação no próximo dia 31 de outubro.


Fonte: EBC Cultura

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