Cultura
Belchior completaria 80 anos nesta segunda-feira
Cultura
Um dos maiores compositores do Brasil completaria 80 anos nesta segunda-feira (26). Antônio Carlos Gomes Belchior é autor de canções como “Apenas um rapaz latino-americano” e “Como nossos pais”, gravadas 50 anos atrás, que o consagraram na música popular brasileira.

O rapaz latino-americano nascido em Sobral, no norte do Ceará, em outubro de 1946, cantava em feiras na infância, aprendeu piano, foi poeta e repentista. Estudou em seminário e ingressou no curso de medicina – que abandonou para se dedicar à música.
Participou de festivais de música do nordeste e tocou ao lado de Fagner e Ednardo. Nos anos 70, Belchior se mudou para o sudeste e, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, gravou discos como “Alucinação”, que completa 50 anos este ano e traz sucessos regravados por Elis Regina. Em versos como “o passado é uma roupa que não nos serve mais”, Belchior soube cantar as questões do seu tempo, com uma crítica ao clima de repressão da ditadura militar na letra de “Velha roupa colorida”.
O poeta cronista falava de um futuro e da vida em sociedade em melodias que passeavam entre a MPB, o rock e a música tradicional nordestina.
A filha caçula do músico, a cantora Vannick Belchior, homenageia o pai em shows e no seu álbum de estreia “Meu nome é Cem”, que traz composições dele. Vannick relembra a presença marcante de Belchior nos palcos e na vida.
“Eu lembro de uma vez que ele tava com uma camisa vermelha e uma calça verde e nossa, ele dava pirueta e fazia movimentos de karatê no palco e o público ensandecido. Completamente emocionado ali com a performance dele, única. Eu acho que para mim, como filha, o principal legado do meu pai é realmente essas amizades que ele deixou, as memórias, uma obra que me ensina muito enquanto mulher, enquanto ser humano, enquanto cidadã”.
Belchior morreu em 2017, aos 70 anos, vítima de um rompimento da artéria aorta. Nos últimos dez anos de vida, o músico viveu recluso entre o Uruguai e cidades do Rio Grande do Sul. Ele abandonou a vida pública, o que gerou várias teorias sobre seu desaparecimento. Em busca de respostas, os jornalistas Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti escreveram o livro “Viver é melhor que sonhar”. Chris Fuscaldo conta o que descobriram no percurso.
“Belchior sempre foi esse homem que olhava para esse lugar do exílio com um certo romantismo. Foi seminarista quando jovem. E se isolou do mundo por um bom tempo. Então, o Belchior sempre teve esse desejo de exílio. A gente vê em muitas letras de Belchior, essas possibilidades de experiências com o isolamento, com a mudança de vida. Em Velha Roupa Colorida, ele fala ‘o que há algum tempo era novo, jovem, hoje é antigo, precisamos rejuvenescer’. A gente fica sempre na dúvida se Belchior voltaria em algum momento, porque ele faleceu, então, a gente não tem essa resposta”.
O livro “Viver é melhor que sonhar” ganhou uma adaptação para o cinema, que deve estrear em dezembro. Também entre as homenagens ao artista está o documentário “Alucinação”, em cartaz na Mostra de Cinema de São Paulo.
Nos versos de “Sujeito de Sorte”, Belchior cantou que “ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”. O músico que partiu há quase dez anos, segue muito vivo nas celebrações de sua obra e na memória evocada por seu cancioneiro.
Cultura
MEC Livros ultrapassa marca de 1 milhão de empréstimos
Com um acervo que combina obras de domínio público e títulos contemporâneos licenciados, a plataforma MEC Livros superou a marca de 1 milhão de empréstimos realizados.

O serviço tem mais de 1,3 milhão de usuários cadastrados e oferece um catálogo com mais de 25 mil obras, disponíveis gratuitamente pela internet ou por aplicativo de celular.
A iniciativa busca ampliar o acesso à literatura, incentivar o hábito da leitura e apoiar atividades educacionais. O acervo reúne autores brasileiros e estrangeiros, incluindo nomes como Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus.
Entre as novidades do catálogo estão grandes fenômenos do mercado editorial e clássicos, como 1984, A Revolução dos Bichos, Laranja Mecânica e As Vidas de Billy Milligan.
A plataforma também oferece recursos para personalizar a leitura, receber notificações e organizar os livros por categorias.
Para acessar o acervo, basta entrar no site meclivros.mec.gov.br ou baixar o aplicativo MEC Livros e fazer login com uma conta gov.br.
O usuário pode pesquisar pelo título ou pelo nome do autor. Ao escolher uma obra, é possível consultar o resumo e, em seguida, clicar em “Emprestar e Ler” para iniciar a leitura.
-
Saúde4 dias atrásDoença de Newcastle: protocolos sanitários são cumpridos em SC
-
Saúde5 dias atrásNegacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil
-
Rondonópolis5 dias atrásRondonópolis sedia 2º Seminário de Práticas Exitosas para inspirar e fortalecer ensino municipal
-
Rondonópolis6 dias atrásPrefeitura altera sentido de vias na Vila Aurora para melhorar trânsito de Rondonópolis
-
Saúde7 dias atrásConsultas por lesões pré-cancerígenas caem após vacina contra HPV
-
Entretenimento4 dias atrásLarissa Manoela mostra bastidores de peça e detalhes da preparação para sessão dupla
-
Saúde4 dias atrásAnvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Check Active na Amazon
-
Saúde5 dias atrásUTIs no Brasil: médicos pedem estruturação que vá além de mais leitos
