Cultura
Ator Rui Rezende morre aos 88 anos, no Rio de Janeiro
Cultura
Morreu nesse domingo (12) o ator Rui Rezende, de 88 anos, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira. A informação foi divulgada pelo Retiro dos Artistas, onde ele vivia desde 2019.

Nas redes sociais, a instituição lamentou a morte do ator e destacou a trajetória do artista, marcada pela dedicação à arte e por personagens que permanecerão vivos na memória de gerações.
Rui Rezende estava internado desde o dia 2 de julho, no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.
O artista ganhou notoriedade em atuações no teatro, cinema e na televisão, onde se destacou com o personagem professor Astromar Junqueira, na novela “Roque Santeiro”, da TV Globo.
Teve passagens, ainda, por programas como Você Decide, a Grande Família e a primeira versão de Carga Pesada. Seu último trabalho foi atuando na série “Bom dia Verônica”.
Ainda não há informações sobre o local e horário do enterro.
Cultura
Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira
Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.
Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.
Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.
Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.
Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.
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