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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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Filarmônica do Maranhão apresenta espetáculo em São Luís

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A riqueza da criação musical maranhense em uma releitura sinfônica: essa é a proposta de repertório que a Orquestra Filarmônica do Maranhão apresentará nesta quarta-feira no centenário Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, a partir das 19h30.

O espetáculo “Identidade Maranhense” fará um passeio pelos sons, ritmos e referências que fazem parte da identidade cultural do estado.

Além do regente titular Daniel Cavalcante, estarão também no comando das batutas dois convidados: os maranhenses Thales do Vale e Helder Ferreira.

A apresentação também terá a participação do trombonista Daniel Miranda como solista.

Entre as obras que ecoarão pelo palco do Arthur Azevedo estão “Louvação a São Luís”, do poeta e jornalista Bandeira Tribuzi, adotada como hino oficial da capital maranhense, e a abertura da ópera “Boi Catirina”, de Josias Sobrinho e Papete.

A ópera é a adaptação cênica e musical do tradicional auto do Bumba Meu Boi do Maranhão.

Em outro momento, os mais de 50 músicos da Filarmônica prestarão uma homenagem ao cantor e compositor João do Vale, executando o medley “João Sinfônico”, com algumas obras do seu repertório.

A Orquestra Filarmônica do Maranhão é a caçula entre os grupos de música de concerto do estado e completará um ano de fundação no próximo dia 31 de outubro.


Fonte: EBC Cultura

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