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Projeto que proíbe plantas tóxicas em áreas públicas avança após Câmara de Cuiabá derrubar parecer da CCJR

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O passeio com um animal de estimação em uma praça deveria ser sinônimo apenas de lazer e tranquilidade. Contudo, o contato com determinadas plantas pode colocar a vida de cães e gatos em sério risco. Pensando em transformar esses locais em ambientes mais seguros para os pets e seus tutores, a Câmara Municipal de Cuiabá deu um importante passo nesta quinta-feira (25).

Durante a sessão ordinária, o plenário derrubou o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que recomendava a rejeição do projeto de lei. A derrubada do parecer que pedia o arquivamento da proposta contou com 21 votos favoráveis, permitindo que a matéria siga sua tramitação regular na Casa de Leis.

Ao defender a proposta, Katiuscia Manteli explicou que a medida não impõe gastos imediatos ao município, já que a substituição das plantas ocorrerá de forma gradual, conforme ocorrerem as manutenções ou novos projetos de paisagismo.

“Hoje essa é uma pauta extremamente sensível. Em praticamente todos os lares existe um animal de estimação e nós já vimos casos de animais que morreram intoxicados por esse tipo de planta. Muitos tutores sequer sabem que o mal-estar foi causado pela ingestão de uma espécie tóxica. O projeto não determina a troca imediata das plantas existentes. Ele estabelece que, daqui para frente, nos projetos de jardinagem e urbanismo do município, essas espécies não sejam mais utilizadas”, afirmou.

Katiuscia também ressaltou que Cuiabá já possui uma legislação, também de sua autoria, que obriga estabelecimentos a informarem quando uma planta comercializada oferece riscos aos animais domésticos. Agora, segundo ela, o objetivo é estender essa proteção para os espaços públicos da capital.

A iniciativa encontrou amplo respaldo no plenário. Durante a discussão da matéria, parlamentares de diferentes partidos manifestaram apoio e destacaram a relevância de fazer o projeto avançar para a análise do mérito.

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) reforçou o caráter preventivo da medida e a ausência de impacto financeiro relevante para a administração municipal.

“Esse não é um projeto que traz custos ou transtornos à gestão municipal. Ele previne a morte de animais. O que a vereadora Katiuscia propõe é que os novos projetos de jardinagem já considerem espécies seguras e que, gradativamente, durante as manutenções, as plantas tóxicas sejam substituídas, gerando um enorme impacto positivo para a vida dos nossos animais”, declarou.

O vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania) compartilhou uma experiência pessoal para demonstrar a relevância da proposta e se surpreendeu pelo fato de a cidade ainda não ter uma norma semelhante.

“Essa lei já deveria existir em Cuiabá. Quem convive com animais sabe o quanto pequenas situações podem colocar suas vidas em risco. É uma proposta importante e necessária”, pontuou.

O vereador Ilde Taques (Podemos) lembrou que o crescimento do número de pessoas que frequentam praças com seus animais torna a medida ainda mais necessária.

“Hoje é rotina muitas famílias passearem com seus pets nas praças. Esse cuidado beneficia não apenas os animais, mas também as crianças, que muitas vezes também têm contato com essas plantas. A vereadora está de parabéns pela iniciativa”, destacou.

O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) elogiou a proposta e ressaltou que diversos animais acabam morrendo após ingerirem espécies tóxicas.
“É um projeto importante porque evita prejuízos à população e protege os animais. Mesmo respeitando o parecer da CCJR, entendo que essa matéria merece avançar e conte com o meu voto”, reiterou.

Já a vereadora Paula Calil (PL) sustentou que restringir o uso dessas plantas em áreas públicas representa um avanço para o bem-estar animal.

“Os animais não têm conhecimento do risco que essas plantas representam. Ao estabelecer essa restrição, garantiremos mais proteção e qualidade de vida para os animais da nossa cidade. Parabenizo a vereadora pela iniciativa”, concluiu a parlamentar.

O que prevê o projeto?

A proposta determina que o município priorize espécies seguras e nativas em novos projetos paisagísticos, além de realizar campanhas de conscientização. Entre as plantas consideradas de risco citadas no texto, que deverão ser evitadas ou substituídas, estão espécies populares como comigo-ninguém-pode, espirradeira, copo-de-leite, lírio, antúrio e costela-de-adão.

Com a derrubada do parecer contrário da CCJR, a proposta segue tramitando na Câmara Municipal para a votação definitiva do mérito.

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Mato Grosso AgroFestival valoriza artistas regionais e músicos ressaltam a qualidade técnica da estrutura 

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A primeira edição do Mato Grosso AgroFestival, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, se consolida como um importante espaço de valorização da cultura e da música regional. Com uma programação que reuniu diferentes estilos musicais, o evento abriu espaço para artistas mato-grossenses mostrarem seu talento em uma estrutura de grande porte, com a mesma qualidade técnica oferecida às atrações nacionais. O evento foi realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte, com recursos públicos.

A variedade de estilos também fez a diferença, incluindo gospel, sertanejo, rock e outros. A participação do rock regional foi considerada pelos próprios artistas como uma proposta inovadora, por se tratar de uma iniciativa que amplia a diversidade musical do evento e aproxima o público de um gênero que, segundo os músicos, possui forte influência na formação de artistas de diferentes segmentos, inclusive o sertanejo.

“Preparamos uma coisa um pouquinho diferente, porque no AgroFestival tocamos um Rock’n’Roll. É uma inovação. O rock é uma linguagem acessível para todas as camadas da sociedade. Muita gente não conhece o rock e, quando você se apresenta em um palco com boa qualidade, estrutura e consegue mostrar todo o desempenho que é capaz de oferecer, mesmo as pessoas que não têm muita intimidade com a cena musical roqueira vão perceber que Cuiabá também tem excelentes músicos de rock”, destacou Jean Bass, da banda Power Rock Trio.

Segundo Jean, a maioria dos músicos que estão no palco tocando sertanejo começou estudando rock. “O rock sempre obrigou o músico a se dedicar muito para conseguir executar com qualidade. O rock é onde se forma o músico. O rock é agro, o rock é pop, o rock é tudo. O rock é a fonte da juventude”, afirmou.

Outros artistas regionais também destacaram a importância da iniciativa e do espaço no AgroFestival concedido aos músicos locais. O cantor Fabrício, da dupla Fabrício & Fernando, que integra o grupo Violada Cuiabana, juntamente com vários outros cantores conhecidos nacionalmente, disse que a iniciativa representa um avanço significativo na forma como a música produzida em Mato Grosso é apresentada ao público.

“Eu falo em nome de Fabrício e do Fernando, e do grupo Violada Cuiabana, que é composto por Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson. Nós tivemos um ganho muito grande com o Johnny Everson. O Johnny é um cara experimentado, preparado, que hoje está ocupando uma cadeira muito merecida. Esse olhar de profissionalismo e de respeito aos nossos artistas, que ele tem, é muito importante. Mato Grosso possui uma produção musical diversificada e seus artistas têm conquistado espaço além das fronteiras do Estado e a população está tendo a oportunidade de conhecer ainda mais o trabalho que está sendo feito”, afirmou.

O cantor fez questão de explicar que é da área do sertanejo, mas que Mato Grosso é um celeiro muito grande de muitos segmentos. “A gente sabe disso. A galera daqui vai para fora e faz bonito. A primeira edição do AgroFestival veio com tudo, valorizando a gente, com esse espaço maravilhoso e essa estrutura, que antigamente não tinha, era muito difícil. O regional usava uma estrutura bem menor, uma estrutura precária, e hoje a gente tem esse espaço de suma importância. Em nome de toda a galera de Mato Grosso, muito obrigado à Prefeitura de Cuiabá, aos organizadores e a todos que estão cobrindo o evento. O artista de Mato Grosso está sendo muito bem representado. Essa é a primeira edição de muitas, o AgroFestival veio para ficar”, ressaltou.

Entre o público estava Marluce Madureira, natural de Montes Claros (MG), agora moradora de Cuiabá, que gostou das apresentações, especialmente da violada sertaneja, e afirmou que voltaria à noite para a programação de encerramento do AgroFestival. “Muito bom, aqui tem um espaço amplo e dá para todo mundo acompanhar. Senti falta do lambadão, apesar da variedade dos shows. Ainda vou voltar para ver Di Paullo & Paulino, atração nacional da noite”, frisou.

Estrutura padrão

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, destacou que a valorização dos artistas locais faz parte de uma diretriz adotada pela gestão do prefeito Abilio Brunini desde o início do mandato. A proposta, segundo ele, é garantir que os músicos regionais tenham não apenas espaço na programação, mas também condições técnicas adequadas para apresentar seus trabalhos.

“Esse espaço para a música regional, valorizando a nossa música, é um critério que a gestão Abilio Brunini está usando desde que assumiu este mandato. É uma questão fundamental para manter esse intercâmbio, essa troca de conhecimento dos artistas nacionais que vêm se apresentar aqui, mas sempre atendendo a alguns princípios e requisitos”, explicou.

Entre esses critérios está a garantia de espaço para os artistas regionais, com pagamento de cachê digno e utilização da mesma infraestrutura técnica disponibilizada às atrações de projeção nacional.

“Aqui, nos palcos onde a Prefeitura está envolvida, não tem um artista fazendo uma ‘aberturinha’ improvisada. Tem um artista usando o mesmo equipamento, os mesmos aparatos, seja nos painéis de LED, na iluminação ou na sonorização”, enfatizou Johnny Everson.

O secretário também resgatou a tradição de eventos que historicamente abriram espaço para a música local, citando a tradicional programação realizada no bairro São Cristóvão durante 22 anos.

“Nós preparamos para este domingo, para a tarde deste domingo, como tradicionalmente ocorria no São Cristóvão durante seus 22 anos de acontecimento, de 1991 a 2013, a tarde dos shows dos artistas locais. Artistas locais porque são daqui, porque moram aqui, porque geram emprego, renda e felicidade para o povo daqui. Eles são daqui, mas estão fazendo sucesso no Brasil inteiro”, afirmou.

A festa em questão foi resgatada 10 anos depois e compôs a programação do AgroFestival, com mais de 400 caminhões presentes em um buzinaço coletivo, reunindo grupos em motociata e a cavalgada até o Parque Novo Mato Grosso, onde receberam a bênção do santo padroeiro.

O secretário esclareceu ainda que a divisão entre atrações nacionais e regionais não representa uma diferença de qualidade entre os artistas, mas uma forma de identificação da origem das atrações.

“Quando dividimos na divulgação shows nacionais e depois shows regionais ou shows locais, não é colocando um numa condição superior à condição do outro. É identificando que os regionais cantam tão bem ou, muitas vezes, muito melhor ainda que os nacionais”, explicou.

Além de celebrar o potencial econômico e produtivo do Estado, o Mato Grosso AgroFestival ampliou seu alcance ao reconhecer a cultura como parte essencial da identidade mato-grossense.

A programação da tarde do domingo (9) contou com a apresentação dos cantores Holy Praise, Violada Cuiabana (Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson), Power Rock Trio, Sara & Lívia, Rafa Garcia e Trio Maravilha.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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