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Crescimento do MMA impulsiona cenário esportivo em Mato Grosso e revela novos talentos

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O esporte de combate em Mato Grosso vive um momento de expansão, impulsionado por iniciativas locais que têm fortalecido o MMA e ampliado oportunidades para atletas da região. Eventos recentes, como o Cyborg Fight 2, realizado no dia 28 de março em Rondonópolis, mostram que o estado começa a estruturar um ecossistema mais sólido para a modalidade, agora, com alcance que ultrapassa as fronteiras nacionais

Criado pelo lutador conhecido como Cyborg, ao lado de sua esposa Denise, advogada e apoiadora do projeto, o evento contou com respaldo do poder público municipal, incluindo aprovação do prefeito e apoio da Secretaria de Esportes. A iniciativa não apenas promove lutas profissionais, mas também reforça o papel social do esporte: crianças tiveram acesso gratuito ao evento, aproximando-se do universo do MMA e enxergando novas possibilidades de futuro.

A trajetória do idealizador também reflete esse movimento de reconstrução. Após encerrar a carreira em 2016, devido a uma lesão craniana depois de 30 lutas profissionais, Cyborg passou anos nos Estados Unidos atuando como treinador. Ao retornar ao Brasil após duas décadas, encontrou um cenário ainda pouco desenvolvido em sua cidade de origem, o que o levou a iniciar, praticamente do zero, um trabalho de base e organização de eventos.

Hoje, os frutos já começam a aparecer. Os eventos realizados no estado têm alcançado repercussão internacional, com atletas sendo projetados para competir fora do país após participarem dessas competições. O próprio Cyborg Fight  já atrai olhares de outros mercados, consolidando-se como vitrine para novos talentos.

Esse alcance ficou evidente na última edição, que contou inclusive com a presença de uma visitante internacional, uma atleta da República Tcheca radicada nos Estados Unidos, que veio exclusivamente para prestigiar o evento e observar o nível dos competidores locais, um indicativo claro de que o MMA mato-grossense começa a entrar no radar global.

O movimento de crescimento não é isolado. Durante o Cyborg Fight 2, outro importante nome do cenário estadual, Tobias, organizador do Show Fight Combat, marcou presença, colaborando na arbitragem e acompanhando atletas. O evento, que acontecerá em Sinop, já é considerado o maior da modalidade na região norte do estado.

Além do cenário profissional, a estrutura também começa a se consolidar na base. Um exemplo é o Rota de Colisão, iniciativa vinculada ao Show Fight Combat (SFC) e voltada exclusivamente para atletas amadores. O projeto tem como objetivo preparar lutadores antes da estreia no profissional, oferecendo experiência real de competição.

A proposta reforça um ponto crucial para o desenvolvimento do atleta: a importância de uma carreira amadora sólida. Antes de ingressar no cenário profissional, é fundamental que o lutador adquira vivência de combate, tempo de luta, leitura de jogo, adaptação ao octógono e controle emocional,  fatores determinantes para longevidade e sucesso no esporte.

A cooperação entre organizadores tem sido um dos principais fatores para esse avanço. Em vez de concorrência direta, há um alinhamento no planejamento para evitar conflitos de datas e permitir que atletas circulem entre eventos, ganhando experiência e visibilidade. Essa união fortalece toda a cadeia do MMA local, desde atletas até treinadores e promotores.

Apesar dos avanços, o cenário ainda enfrenta desafios estruturais. Estimativas indicam que mais de 90% dos investimentos esportivos no estado são direcionados ao futebol, enquanto cerca de 4% são distribuídos entre todas as modalidades de combate. Esse desequilíbrio impacta diretamente na formação e permanência de talentos.

Mato Grosso possui um número expressivo de atletas de MMA e outras lutas, muitos com alto potencial competitivo. No entanto, a falta de investimento e oportunidades faz com que esses lutadores frequentemente migrem para centros como São Paulo e Rio de Janeiro, onde encontram melhores condições de treinamento e visibilidade. Com isso, o estado acaba perdendo protagonismo no desenvolvimento desses profissionais.

Ainda assim, o momento atual indica uma virada. A realização de eventos estruturados, o envolvimento social, a criação de circuitos amadores e o alinhamento entre organizadores demonstram que o MMA mato-grossense está em processo de consolidação, agora também com visibilidade internacional.

O crescimento já começou e, com planejamento e apoio, Mato Grosso pode deixar de ser apenas exportador de talentos para se tornar um verdadeiro polo do esporte de combate no Brasil.

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Rondonópolis

Com mais de U$ 900 milhões, Rondonópolis lidera exportações em Mato Grosso

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Rondonópolis mantém a liderança nas exportações mato-grossenses e fecha o primeiro quadrimestre de 2026 com o total de U$ 917,5 milhões exportados, valor 14,4% maior do mesmo período do ano passado.

Os números são do Ministério de Indústria e Comércio Exterior e foram publicados nesta quinta-feira (7). Eles apontam ainda que, com esse montante exportado, o Município foi o 17º no Brasil que mais exportou no período. As exportações locais representaram 8,5% do total exportado por Mato Grosso e 0,8% do exportado pelo país.

Da mesma forma, Rondonópolis teve aumento no valor importado entre janeiro e abril deste ano em relação à 2025. As importações locais cresceram 128,4%, fechando em U$ 236,5 milhões, o que representou 36,1% das importações mato-grossenses e 0,3% da brasileira no período. Com esse valor, Rondonópolis foi a cidade que mais importou no estado e a 82ª no Brasil.

Com U$ 917,5 milhões exportados e U$ 236,5 milhões importados, o Município registrou superávit de U$ 681 milhões neste primeiro quadrimestre de 2026.

Quando considerado somente o mês de abril, as exportações locais somaram U$ 231 milhões e as importações U$ 106,7 milhões.

Neste período de janeiro a abril, as exportações de Rondonópolis tiveram a China como principal destino. Para o país da Ásia, as exportações somaram U$ 308,1 milhões, montante que representou 33,6% do total exportado no período.

As importações, por sua vez, vieram, em maioria, do Canadá, somando U$ 76,8 milhões e representando 32,5% do total importado no período por Rondonópolis.

A torta e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja foram os principais produtos exportados pela cidade neste primeiro quadrimestre do ano, representando 39,5% do total exportado. 

Ainda com papel importante nas exportações locais, estão a soja, que representou 31,1% das exportações locais no período; o algodão (16,2%); e, a carne bovina (6,4%).

Entre os produtos importados, o destaque fica com os adubos ou fertilizantes, que representaram mais de 95% das importações, seguido dos inseticidas, que representaram 3,4%.

Prefeitura de Rondonópolis

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