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Soja entra na fase decisiva com plantio regularizado e risco logístico

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A safra de soja 2025/26 em Goiás entra na fase decisiva após a normalização do regime de chuvas em dezembro, que permitiu a conclusão do plantio e a correção de falhas pontuais de estande. O avanço climático trouxe previsibilidade ao campo, mas deslocou o foco das atenções para a logística, os custos de produção e a estratégia comercial, em um cenário de preços menos favoráveis e margens mais apertadas.

Com área cultivada em expansão, Goiás permanece entre os principais polos produtores de soja do País, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Mesmo com expectativa de queda de produtividade em relação à safra anterior, a ampliação da área deve sustentar um bom volume total colhido, alinhado ao movimento observado no cenário nacional. O Estado responde por parcela relevante da oferta brasileira e tem peso crescente no fluxo exportador do Centro-Oeste.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a concentração do plantio nos estágios finais da janela tende a gerar maior uniformidade fenológica das lavouras, o que pode encurtar o período de colheita. Na prática, isso significa um volume expressivo de soja chegando ao mercado em um intervalo mais curto, elevando a pressão sobre armazéns, transporte e escoamento.

A leitura do mercado é que esse encurtamento da colheita pode pressionar a demanda por frete, sobretudo no pico de saída da produção, com impacto direto sobre os custos logísticos. Em um ambiente de preços internacionais menos favoráveis, qualquer elevação de despesas tende a reduzir ainda mais a rentabilidade do produtor, especialmente para aqueles com menor capacidade de armazenagem própria.

Outro fator de atenção é a estratégia de contenção de custos adotada por parte dos produtores, com redução nos investimentos em adubação e defensivos. Embora essa decisão ajude a preservar o caixa no curto prazo, técnicos alertam para o risco de impactos negativos no rendimento final das lavouras, sobretudo se o clima não se mantiver favorável ao longo do ciclo.

No comércio exterior, Goiás mantém papel central na pauta do complexo soja. Entre janeiro e novembro de 2025, municípios como Rio Verde, Jataí, Cristalina, Montividiu e Itumbiara lideraram as exportações do grão, sustentados por elevada produção e por uma das maiores capacidades estáticas de armazenagem do Estado. Essa infraestrutura é considerada estratégica para a eficiência logística, a comercialização fora do pico da colheita e a preservação da qualidade do produto.

Apesar do avanço nos volumes embarcados, o desempenho econômico foi afetado pela desvalorização da soja, que atingiu, em 2025, o menor valor médio por tonelada dos últimos cinco anos. O movimento reforça a leitura de que o desafio do produtor não está apenas na produção, mas principalmente na gestão comercial e no timing de venda.

A combinação de custos elevados, logística pressionada e preços internacionais mais baixos impõe um cenário que exige maior sofisticação na tomada de decisão. Para analistas, a safra goiana de 2025/26 tende a ser marcada menos por recordes de produção e mais pela capacidade do produtor de gerenciar riscos, usar a armazenagem como ferramenta estratégica e buscar proteção de preços em um mercado cada vez mais volátil.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações de carne de frango avançam, enquanto suínos perdem força

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A carne de frango puxou o desempenho das exportações brasileiras de proteínas animais na primeira quinzena de junho, com crescimento das receitas, do volume embarcado e dos preços médios. Na contramão, a carne suína registrou recuo no faturamento e nas cotações, enquanto o pescado avançou em valor exportado, mesmo com leve redução nos embarques.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a receita média diária das exportações de carne de frango chegou a R$ 251,3 milhões, alta de 78,9% em relação ao mesmo período de junho do ano passado. O faturamento acumulado na parcial do mês alcançou R$ 2,26 bilhões.

Os embarques de carne de aves somaram 226,98 mil toneladas até a segunda semana de junho. A média diária de 25,22 mil toneladas representa avanço de 61,2% sobre igual período de 2025. O desempenho foi acompanhado pela valorização dos preços internacionais, que subiram 10,9%.

Já a carne suína apresentou perda de ritmo. A receita média diária ficou em R$ 75,4 milhões, abaixo dos R$ 80,1 milhões registrados um ano antes. O faturamento acumulado chegou a R$ 679,5 milhões.

Os embarques de carne suína totalizaram 54,71 mil toneladas, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. O principal fator para a retração das receitas foi a queda de 5,4% nos preços médios do produto no mercado internacional.

No segmento de pescado, a receita média diária avançou para R$ 1,12 milhão, levando o faturamento acumulado da primeira quinzena de junho a R$ 10,1 milhões. Embora os volumes exportados tenham recuado 1,1%, a valorização de 6,4% no preço médio garantiu resultado positivo para o setor.

Os números da Secex indicam que a demanda internacional segue sustentando as exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente no segmento de carne de frango, que reúne aumento dos embarques e preços mais elevados. Já a carne suína enfrenta um cenário mais pressionado, enquanto o pescado mantém ganhos apoiados pela valorização do produto.

Fonte: Pensar Agro

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