Pesquisar
Close this search box.

Agricultura

Renegociações de dívidas rurais atinge R$ 7,5 bilhões em quase 28 mil contratos

Publicado em

Agricultura

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 7,5 bilhões em operações de reestruturação de passivos do setor agropecuário dentro do programa federal de liquidação de dívidas rurais encerrado em 10 de fevereiro. A iniciativa, financiada com recursos do Tesouro Nacional, foi criada para produtores atingidos por perdas climáticas recorrentes e alcançou 27.796 contratos em 754 municípios de 22 Estados.

A linha foi aberta em outubro de 2025 e permaneceu disponível até 10 de fevereiro deste ano. Ao todo, havia R$ 12 bilhões reservados para prorrogação, amortização ou quitação de operações de crédito rural. O valor médio das renegociações ficou em aproximadamente R$ 270 mil por produtor, perfil que indica predominância de propriedades familiares e de médio porte.

Do montante aprovado, R$ 4,8 bilhões foram direcionados a agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), responsáveis por 25.041 contratos. Outros R$ 2,7 bilhões atenderam produtores de maior escala, somando 2.755 operações.

O mecanismo permitiu alongamento de passivos de custeio e investimento, incluindo renegociação de Cédulas de Produto Rural (CPR). O prazo de pagamento chegou a nove anos, com até doze meses de carência — condição considerada essencial em regiões que enfrentaram quebras sucessivas de safra por estiagem ou excesso de chuvas nas últimas temporadas.

A adesão ampla mostra a dimensão do problema financeiro enfrentado no campo desde 2023. Eventos climáticos extremos — seca prolongada no Sul, excesso de chuvas no Centro-Oeste e irregularidade hídrica em áreas de segunda safra — reduziram produtividade e comprometeram fluxo de caixa, especialmente em propriedades altamente alavancadas após o ciclo de juros elevados.

Na prática, o programa funcionou como uma ponte de liquidez. Ao substituir dívidas de curto prazo por financiamento de longo prazo subsidiado, o produtor evitou execução bancária, preservou garantias reais e ganhou tempo para recompor capital de giro na safra seguinte. Cooperativas também puderam enquadrar operações, reduzindo o risco sistêmico regional — um ponto sensível em municípios dependentes da renda agrícola.

A regra exigia comprovação de perdas climáticas em duas ou mais safras e reconhecimento oficial de situação de adversidade no município. Esse critério restringiu o acesso, mas direcionou os recursos para áreas com maior deterioração financeira.

No mercado, a medida foi interpretada como instrumento emergencial de estabilidade produtiva. A manutenção da capacidade de plantio em 2025/26 ajuda a evitar retração de área e, consequentemente, queda de oferta agrícola — fator que pressiona preços de alimentos e a inflação.

Para o produtor, o impacto imediato não é aumento de renda, mas sobrevivência financeira: a renegociação reduz a pressão de curto prazo, reabre acesso ao crédito rural regular e permite voltar ao ciclo produtivo sem comprometer patrimônio. Em regiões afetadas por sucessivas frustrações de safra, isso significa, na prática, a diferença entre plantar novamente ou sair da atividade.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agricultura

Exportações de carne de frango avançam, enquanto suínos perdem força

Publicados

em

A carne de frango puxou o desempenho das exportações brasileiras de proteínas animais na primeira quinzena de junho, com crescimento das receitas, do volume embarcado e dos preços médios. Na contramão, a carne suína registrou recuo no faturamento e nas cotações, enquanto o pescado avançou em valor exportado, mesmo com leve redução nos embarques.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a receita média diária das exportações de carne de frango chegou a R$ 251,3 milhões, alta de 78,9% em relação ao mesmo período de junho do ano passado. O faturamento acumulado na parcial do mês alcançou R$ 2,26 bilhões.

Os embarques de carne de aves somaram 226,98 mil toneladas até a segunda semana de junho. A média diária de 25,22 mil toneladas representa avanço de 61,2% sobre igual período de 2025. O desempenho foi acompanhado pela valorização dos preços internacionais, que subiram 10,9%.

Já a carne suína apresentou perda de ritmo. A receita média diária ficou em R$ 75,4 milhões, abaixo dos R$ 80,1 milhões registrados um ano antes. O faturamento acumulado chegou a R$ 679,5 milhões.

Os embarques de carne suína totalizaram 54,71 mil toneladas, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. O principal fator para a retração das receitas foi a queda de 5,4% nos preços médios do produto no mercado internacional.

No segmento de pescado, a receita média diária avançou para R$ 1,12 milhão, levando o faturamento acumulado da primeira quinzena de junho a R$ 10,1 milhões. Embora os volumes exportados tenham recuado 1,1%, a valorização de 6,4% no preço médio garantiu resultado positivo para o setor.

Os números da Secex indicam que a demanda internacional segue sustentando as exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente no segmento de carne de frango, que reúne aumento dos embarques e preços mais elevados. Já a carne suína enfrenta um cenário mais pressionado, enquanto o pescado mantém ganhos apoiados pela valorização do produto.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA