Agricultura
Conferência termina hoje com avanços para o agro, mas deixa desafios
Agricultura
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA) termina nesta sexta-feira (21.11), deixando um saldo misto para o setor agropecuário brasileiro. Embora o evento (fórum multilateral organizado pela ONU) tenha trazido compromissos e visibilidade para iniciativas nacionais, ficou evidente que boa parte das promessas depende agora de execução em campo, ajustes regulatórios e fluxo financeiro consistente.
No lado positivo, o agronegócio brasileiro saiu da conferência com maior protagonismo institucional. Pesquisas, programas públicos e experiências de produção tropical tiveram espaço nas negociações e nas mesas técnicas: iniciativas de biocombustíveis, modelos de integração lavoura-pecuária-floresta e tecnologias digitais de monitoramento foram apontadas como soluções com aplicação prática e escalável. Houve anúncios relevantes de financiamento para projetos de adaptação e bioeconomia — linhas que prometem ampliar acesso a tecnologias de baixo carbono, sobretudo para produtores de menor porte.
Também ganharam força compromissos ligados à bioeconomia amazônica, com recursos direcionados a cadeias extrativistas e projetos de renda alternativa para comunidades locais. No conjunto, essas medidas podem abrir mercado e diversificar fontes de receita para produtores rurais, além de fortalecer incentivos para práticas que conciliem produtividade e conservação.
Mas nem tudo saiu do papel. Dois pontos centrais explicam a cautela do setor:
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Rastreabilidade e regras de mercado. O mercado internacional pressiona por provas da origem dos produtos. Nos painéis técnicos, ficou claro que a exigência por rastreabilidade — sistemas que comprovem cadeia de custódia e ausência de desmatamento — vai se intensificar. Para muitos produtores, especialmente em áreas remotas, isso significa necessidade de investimento em sistemas digitais, certificação e regularização fundiária antes que os compradores estrangeiros aceitem novos contratos.
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Financiamento e assistência técnica insuficientes. Embora tenham sido anunciadas linhas e recursos, o desafio prático é distribuir capital e assistência técnica de forma ágil e direcionada. Em muitos municípios, a extensão rural ainda não alcança três quartos das propriedades, e o acesso a crédito com condições que permitam transição para práticas de baixo carbono segue desigual. Sem formação técnica e recursos de implementação, metas e mandatos ficam difíceis de cumprir.
Além desses pontos, a conferência deixou em evidência problemas estruturais do setor: ampla parcela de pastagens degradadas que limita ganhos de produtividade; concentração de financiamento em certas regiões; e fragilidade dos instrumentos de seguro rural. Essas limitações explicam por que produtores dizem que não basta falar em metas — é preciso construir caminhos práticos para atingi-las.
O que muda para o produtor a curto prazo?
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Expectativa de maior exigência documental para vendas ao exterior: buyers vão demandar comprovação de origem e conformidade ambiental.
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Linhas de financiamento e programas de apoio podem se expandir, mas a liberação e operacionalização desses recursos serão decisivas.
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A indústria e compradores estrangeiros tendem a privilegiar fornecedores que apresentem rastreabilidade e práticas de produção comprovadas, o que pressiona pelo investimento em governança e certificação.
O que o setor precisa priorizar agora
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Investir em assistência técnica extensiva e em soluções digitais que funcionem em propriedades pequenas e médias.
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Desenvolver mecanismos financeiros simples e previsíveis para recuperação de pastagens e práticas de produção de baixo carbono.
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Fazer a ponte entre o discurso internacional e a execução local: traduzir compromissos em protocolos práticos que o produtor consiga implementar sem perder competitividade.
Em resumo a COP30 reforçou: o Brasil tem capacidade técnica e experiência para oferecer rotas de produção de alimentos e energia com menores emissões — mas essa vantagem só será plenamente aproveitada se o país transformar compromissos em apoio real ao produtor. Na prática, isso significa mais do que anúncios em palco internacional; exige regras claras, financiamento acessível, extensão rural eficiente e prazos adequados para adaptação. Para o campo, o desafio dos próximos meses é converter consenso em ação, garantindo que sustentabilidade e produtividade avancem juntas.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Exportações de carne de frango avançam, enquanto suínos perdem força
A carne de frango puxou o desempenho das exportações brasileiras de proteínas animais na primeira quinzena de junho, com crescimento das receitas, do volume embarcado e dos preços médios. Na contramão, a carne suína registrou recuo no faturamento e nas cotações, enquanto o pescado avançou em valor exportado, mesmo com leve redução nos embarques.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a receita média diária das exportações de carne de frango chegou a R$ 251,3 milhões, alta de 78,9% em relação ao mesmo período de junho do ano passado. O faturamento acumulado na parcial do mês alcançou R$ 2,26 bilhões.
Os embarques de carne de aves somaram 226,98 mil toneladas até a segunda semana de junho. A média diária de 25,22 mil toneladas representa avanço de 61,2% sobre igual período de 2025. O desempenho foi acompanhado pela valorização dos preços internacionais, que subiram 10,9%.
Já a carne suína apresentou perda de ritmo. A receita média diária ficou em R$ 75,4 milhões, abaixo dos R$ 80,1 milhões registrados um ano antes. O faturamento acumulado chegou a R$ 679,5 milhões.
Os embarques de carne suína totalizaram 54,71 mil toneladas, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. O principal fator para a retração das receitas foi a queda de 5,4% nos preços médios do produto no mercado internacional.
No segmento de pescado, a receita média diária avançou para R$ 1,12 milhão, levando o faturamento acumulado da primeira quinzena de junho a R$ 10,1 milhões. Embora os volumes exportados tenham recuado 1,1%, a valorização de 6,4% no preço médio garantiu resultado positivo para o setor.
Os números da Secex indicam que a demanda internacional segue sustentando as exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente no segmento de carne de frango, que reúne aumento dos embarques e preços mais elevados. Já a carne suína enfrenta um cenário mais pressionado, enquanto o pescado mantém ganhos apoiados pela valorização do produto.
Fonte: Pensar Agro
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