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Saberes do Marajó chegam à Semana de Moda de Milão

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A coleção de calçados que une design contemporâneo aos grafismos e saberes ancestrais da Ilha do Marajó será apresentada na Semana de Moda de Milão dentro de uma missão internacional que conecta a Amazónia, periferias de São Paulo e mercado europeu de moda. O projeto reúne a Dotz com direção criativa de Rodrigo Doxandabarat, responsável pelo design, silhuetas e materiais da coleção. O Instituto Costurando Sonhos Brasil, fundado pela paraense Sueli Feio, que articula o projeto e produz os componentes artesanais, e o artesão do Instituto Tucunaré da Ilha do Marajó, Miquéias Caldas da Silva, detalha a construção da arte.

A arte marajoara em si, ela tem mudado e impactado, né, socialmente e financeiramente as famílias que trabalham em cima dessa cultura. E, pessoalmente, para mim, o significado maior é dizer que participar da Semana de Moda em Milão, Itália, é ter um reconhecimento…

A missão internacional acontece de 20 a 30 de setembro de 2026, com a apresentação da coleção marcada para 23 de setembro. O projeto simboliza uma ponte entre dois territórios de saberes populares: o Marajó, com a sua cultura tradicional, e Paraisópolis, com a sua experiência em empreendedorismo e economia criativa.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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