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ArtRio começa nesta quarta movimentando o mercado de arte

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Começa nesta quarta-feira (16), no Rio de Janeiro, um dos eventos de arte mais importantes da América Latina, a Art Rio. A feira acontece na Marina da Glória, na Zona Sul da capital.

Esta é a 16ª edição do evento, que conta com 70 galerias e reúne artistas, colecionadores, críticos e curadores de diversos países. O evento movimenta o mercado artístico e o colecionismo, estimula debates e promove a formação de novos públicos.

Nesta edição, a Art Rio conta com uma programação diversificada, que inclui tecnologias manuais, videoarte, exposição de obras tridimensionais e trabalhos voltados para a inclusão social.

A gerente de Relacionamento com Galerias da ArtRio, Laís Amorim, destaca algumas novidades desta edição.

“ArtRio 2026 tem muitas novidades imperdíveis. Adriana Varejão, uma das mais importantes artistas brasileiras contemporâneas, apresenta uma obra inédita em cerâmica e de grande dimensão. Também teremos uma obra do Gabriel Massan que mede 7 metros na área externa da feira. E para mergulhar na produção dos artistas, teremos estandes exclusivos onde um ou dois artistas apresentam recortes de suas produções.”

Ainda segundo Laís, a expectativa é receber cerca de 50 mil visitantes. Ela destaca que a ArtRio vai além dos dias de feira, com a realização de ações sociais.

“Ao longo do ano, realizamos os projetos Arte Rio Social e Arte Rio Educação, focando em acessibilidade e levando conhecimento sobre arte para públicos diversos. Na produção da feira, temos ações como coleta seletiva e gestão de resíduos. O material utilizado na montagem, como madeiras e lonas, é também enviado para cooperativas de reciclagem e muitos são ressignificados”.

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro participa do evento, com atividades como a mostra Vik Muniz, retrospectiva dedicada ao artista; o Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, com programação teatral, musical e literária; e o RioHarp Festival, que reúne alguns dos principais harpistas da América Latina.

A feira realiza ainda uma homenagem a Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial. O fotógrafo brasileiro morreu no ano passado, aos 81 anos.

O evento conta também com uma área especial para editoras de livros de arte e um espaço para a gastronomia.

A Art Rio vai até o dia 20 de setembro. Os ingressos custam a partir de R$50.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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