Cultura
Ilê Aiyê celebra mulheres negras na Semana da Mãe Preta
Cultura
A trajetória de lutas e conquistas do bloco afro Ilê Aiyê se entrelaça diretamente com o protagonismo de mulheres negras que, por meio da educação, da cultura e da fé, pavimentaram caminhos para as gerações de baianos. Mantendo viva uma tradição realizada desde 1979, durante o mês de setembro, o Ilê Aiyê promove mais uma Semana da Mãe Preta. Para uma das curadoras, Valéria Lima, a Semana da Mãe Preta é mais do que um evento: é um ato de reafirmação de identidade e da herança deixada por sua avó.

“A Semana da Mãe Preta é um evento que celebra, de fato, as mulheres negras, né? Que faz parte do calendário do Ilê há muitos anos, há mais de 40 anos, e que celebra as mulheres negras, né? E aí a data exata, né, é sempre no mês de setembro, porque tá relacionado, por incrível que pareça, à Lei do Ventre Livre.”
Com acesso gratuito, a edição traz como tema “Mulheres Negras: Memória, Resistência e Ancestralidade”. A programação vai reunir debates, vivências e oficinas que destacam o papel das mulheres como guardiãs do patrimônio imaterial e líderes do desenvolvimento social do território. O encontro ganha um contorno afetivo e de continuidade familiar com a curadoria assinada por Valéria Lima e Val Bem-Vindo, netas de Mãe Hilda Jitolu, matriarca espiritual e uma das figuras mais emblemáticas da história do Ilê Aiyê e da afirmação negra na Bahia.
Cultura
Filarmônica do Maranhão apresenta espetáculo em São Luís
A riqueza da criação musical maranhense em uma releitura sinfônica: essa é a proposta de repertório que a Orquestra Filarmônica do Maranhão apresentará nesta quarta-feira no centenário Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, a partir das 19h30.

O espetáculo “Identidade Maranhense” fará um passeio pelos sons, ritmos e referências que fazem parte da identidade cultural do estado.
Além do regente titular Daniel Cavalcante, estarão também no comando das batutas dois convidados: os maranhenses Thales do Vale e Helder Ferreira.
A apresentação também terá a participação do trombonista Daniel Miranda como solista.
Entre as obras que ecoarão pelo palco do Arthur Azevedo estão “Louvação a São Luís”, do poeta e jornalista Bandeira Tribuzi, adotada como hino oficial da capital maranhense, e a abertura da ópera “Boi Catirina”, de Josias Sobrinho e Papete.
A ópera é a adaptação cênica e musical do tradicional auto do Bumba Meu Boi do Maranhão.
Em outro momento, os mais de 50 músicos da Filarmônica prestarão uma homenagem ao cantor e compositor João do Vale, executando o medley “João Sinfônico”, com algumas obras do seu repertório.
A Orquestra Filarmônica do Maranhão é a caçula entre os grupos de música de concerto do estado e completará um ano de fundação no próximo dia 31 de outubro.
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