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Oscar 2027: seis filmes são finalistas para representar o Brasil

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 A Academia Brasileira de Cinema anunciou os seis filmes nacionais que seguirão na disputa para representar o Brasil no Oscar 2027, na categoria de melhor filme internacional.

Os seis filmes selecionados são: “100 Dias”, inspirado no livro do navegador Amyr Klink e dirigido por Carlos Saldanha; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, documentário sobre um grupo de meninas do sertão do Piauí, dirigido por Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, outro universo de amizade e dilemas entre meninas, de Rafaela Camelo; “Feito Pipa”, de Allan Deberton, que ganhou Urso de Cristal e o Prêmio do Júri, no Festival de Berlim; “Nosso Segredo”, de Grace Passô, e vencedor do Festival de Gramado; e ainda, “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, o mesmo criador de “Marte Um”.

Os seis títulos finalistas foram escolhidos por uma comissão, a partir de uma pré-lista com 15 produções, divulgada em agosto.

Essa é a primeira etapa do processo de escolha do representante brasileiro, ou seja, não há garantia de uma vaga automaticamente entre os indicados à estatueta.

A decisão final sobre qual longa-metragem será o representante oficial do Brasil será divulgada na quarta-feira da semana que vem, dia 16 de setembro.

Ano passado, o Brasil conquistou o primeiro Oscar na categoria de melhor filme internacional, com o longa “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. Este ano, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, também foi indicado, mas quem levou foi o norueguês “Valor Sentimental”.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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