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Após ação da PF, Fábio Garcia deixa vice de Pivetta e volta à disputa por vaga na Câmara

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O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) confirmou nesta terça-feira (11) que desistiu da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) e voltará à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

A decisão ocorre após as medidas cautelares impostas pelo ministro Flávio Dino, no âmbito da Operação Heritage, que restringiram a comunicação entre Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e outros investigados.

Segundo Garcia, a determinação judicial criou dificuldades para a coordenação política e para a condução da campanha. Diante do cenário, os presidentes dos partidos que integram a coligação pediram que ele reavaliasse sua permanência como candidato a vice.

“Eu vou voltar a ser candidato a deputado federal. Essa é a definição”, afirmou o parlamentar durante coletiva na Assembleia Legislativa.

A saída de Garcia abre novamente a disputa pela vice-governadoria. Entre os nomes cotados estão a deputada federal Gisela Simona (União Brasil), o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos).

Bastidores

A desistência de Garcia representa mais um efeito político provocado pela Operação Heritage, que atingiu diretamente o grupo liderado por Mauro Mendes.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com suposto prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos.

Além das buscas e apreensões, as medidas cautelares determinadas pelo STF passaram a interferir diretamente na articulação eleitoral do grupo governista.

Com Garcia fora da chapa, Pivetta recupera espaço para escolher livremente o companheiro de composição, enquanto a aliança precisa reorganizar sua estratégia para evitar que a crise judicial se transforme em um problema eleitoral.

O movimento também reforça a percepção de que a definição do novo vice poderá ter peso estratégico na tentativa de preservar a unidade do grupo e reduzir os impactos políticos provocados pela Heritage.

As investigações ainda estão em andamento e, até o momento, não há condenação dos investigados. Todos têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Mauro Carvalho deixa Governo Pivetta em meio à Operação Heritage

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O empresário Mauro Carvalho anunciou a saída da Casa Civil por meio de uma carta aberta à população. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com a família e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

O ex-secretário-chefe da Casa Civil afirmou que deixou o cargo voluntariamente para se dedicar à defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados pela Operação Heritage.

Carvalho também destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não determinou seu afastamento cautelar e que a decisão levou em consideração manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Não saio, portanto, por determinação judicial. Saio por decisão tomada por mim em conjunto com a minha família e com o Governador do Estado”, afirmou.

O ex-secretário ressaltou ainda que investigação não significa condenação e afirmou que não foi denunciado, processado criminalmente ou condenado.

Defesa

Ao comentar as suspeitas relacionadas ao acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, Mauro Carvalho afirmou que não ocupava cargo público entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período mencionado no andamento do processo.

Ele também negou ter recebido qualquer recurso decorrente da negociação e afirmou que seu nome aparece na investigação por vínculo, e não pela atribuição de uma conduta concreta.

“Meu nome figura por vínculo — e vínculo não é conduta”, declarou.

A Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal, investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Estado de Mato Grosso e a Oi. As apurações ainda estão em andamento, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

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