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São Luís recebe evento que celebra cultura afro-brasileira

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São Luís recebe nesta quinta e sexta-feira um evento que celebra a cultura afro-brasileira da capital maranhense, onde mais de 73% da população é preta ou parda.

A Praça das Mercês, localizada no Centro Histórico, recebe logo mais a 3ª edição do Festival Ayó, que tem como tema este ano “Onde a raiz encontra o futuro”.

Durante dois dias, estão programadas várias ações voltadas para a valorização, celebração e fortalecimento da cultura negra maranhense e afro-brasileira.

Haverá shows, manifestações culturais como Bumba Meu Boi e o Tambor de Crioula, DJs, Feira Afro, além de ações formativas.

No segmento de shows e apresentações culturais, tem na quinta, a partir das 19h, e na sexta, a partir das 18h, as bandas Raiz Tribal e Feijoada Completa, Tambor de Crioula do Mestre Leonardo, Tambor de Crioula Arte Nossa, Boi da Fé em Deus, Boi de Maracanã, Boi da Floresta e o Boi da Maioba.

Outro destaque da programação é o show da cantora Sandra de Sá, uma voz que atravessa mais de quatro décadas de carreira levando ritmos negros do blues, funk e R&B como símbolos do seu repertório.

Já os DJs da Radiola Zion e da Radiola Reggae, além de Carlos Mafra, referências da musicalidade negra no Maranhão, trarão para o público uma playlist que atravessa o reggae, soul, funk, hip-hop, jazz e outros ritmos da diáspora negra, celebrando a cultura, o encontro e o pertencimento.

O Festival Ayó é promovido pelo Instituto Cultural Pé no Chão e a programação é totalmente de graça. No Instagram oficial do evento, @festivalayoma, é possível saber os detalhes da programação dia a dia.




Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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