Saúde
Rádio Nacional estreia programa Bem-Viver Amazônia neste sábado
Saúde
A Rádio Nacional da Amazônia, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estreia neste sábado (11) o programa Bem-Viver Amazônia. A atração é a primeira produção do rádio brasileiro voltada exclusivamente à saúde da população da região amazônica e vai ao ar semanalmente, às 9h, no horário de Brasília.

A edição de estreia recebe Jorge Guerra, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e especialista em doenças tropicais. Na entrevista, ele aborda a leishmaniose, doença com prevalência na região amazônica, além das formas de contágio, dos sintomas e dos procedimentos necessários para o tratamento.
Bem-Viver Amazônia é fruto da vivência e da experiência de sua produtora e apresentadora, a jornalista Beth Begonha, que possui o olhar de quem passou parte relevante da vida na região e conhece os problemas e as enfermidades locais, acumulando anos de estudo e trabalho na área da saúde.
Com foco nas necessidades de informação da população amazônica, o Bem-Viver Amazônia busca ampliar o acesso a conteúdos sobre saúde relacionados à realidade da região.
“O programa vai trazer temas muitas vezes pouco presentes na mídia tradicional, incluindo enfermidades conhecidas nos meios acadêmicos como doenças negligenciadas, que fazem parte do cotidiano de comunidades amazônicas e exigem maior visibilidade na comunicação pública”, destaca Beth Begonha.
O Bem-Viver Amazônia também vai estar atento às questões ligadas à saúde mental de uma população que cada dia mais vê outros modelos de vida transformando seu cotidiano e sua forma de viver. Por isso, o programa quer valorizar a cultura e os saberes tradicionais dos povos locais, dando protagonismo aos sábios da região que conhecem as ervas e as práticas de cura repassadas por seus ancestrais. Além disso, serão oferecidas práticas que promovem o bem-estar, o bom humor e a qualidade de vida dos que vivem nas aldeias, nos beiradões e nas cidades.
Apesar de receber grandes experts como entrevistados, o novo programa da Rádio Nacional da Amazônia terá uma linguagem simples e acessível, utilizando inclusive vocabulário local, aumentando assim a sensação de valorização e facilitando a interação entre a produção e os ouvintes.
A música também integra a proposta do Bem-Viver Amazônia. O programa vai valorizar ritmos, artistas e sonoridades dos estados da Região Norte, além de abrir espaço para clássicos da Música Popular Brasileira em uma programação que destaca a diversidade cultural, linguística e musical do país.
O público pode participar por meio do WhatsApp e enviar suas perguntas ou comentários: (61) 99674-1568.
Serviço
Bem Viver Amazônia – estreia neste sábado (11), às 9h, na Rádio Nacional da Amazônia
Saiba como sintonizar
Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC
Celular – App Rádios EBC para Android e iOS
Streaming ao vivo no site radionacional.ebc.com.br
Rádio Nacional na internet e nas redes sociais
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Saúde
Governo publica estratégia para avaliar hospitais particulares; veja
A Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada é a mais nova lei brasileira para fiscalizar os serviços ofertados por hospitais e clínicas particulares. 

A norma, publicada na edição desta terça-feira (29) no Diário Oficial da União, define padrões e critérios de verificação para os serviços de assistência à saúde, além da avaliação periódica desses estabelecimentos e da divulgação pública dos resultados.
De acordo com a lei, caberá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na condição de órgão nacional de vigilância sanitária, estabelecer os parâmetros que servirão de base para as avaliações, ao observar as características de cada tipo de prestador de serviço.
Critérios de qualidade
A legislação determina que os padrões e atributos de qualificação observem, no mínimo:
- segurança do paciente e adoção de tratamentos com eficácia cientificamente comprovada.
- disponibilidade adequada de profissionais, estruturas e processos de cuidado.
- atendimento ágil, com redução de longas filas e atrasos que possam comprometer a saúde.
- cuidado centrado no paciente.
- garantia de equidade, sem discriminação por sexo, religião, etnia, condição socioeconômica ou local de residência.
- cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Certificações
O texto autoriza o uso de certificações externas de qualidade, conhecidas como acreditações, como elemento para análise dos estabelecimentos de saúde. No entanto, esses mecanismos não substituem inspeções, visitas técnicas e fiscalizações feitas por órgãos reguladores e conselhos profissionais.
Embora voltada à assistência prestada pela iniciativa privada, a norma determina que os padrões de qualidade e atributos de qualificação também sejam aplicados aos estabelecimentos públicos de saúde. As unidades deverão passar por avaliações, com divulgação dos resultados em regulamentação específica.
Descumprimento
A lei altera a Lei nº 9.782, de 1999, e cria penalidades para prestadores privados que deixarem de cumprir os padrões de qualidade definidos pela estratégia nacional.
Sanções previstas:
- multa diária de R$ 5 mil.
- possibilidade de aumento da penalidade em até 100 vezes, de acordo com a capacidade econômica do estabelecimento.
- responsabilização civil em casos de danos à saúde dos pacientes.
- aplicação de outras sanções relacionadas ao descumprimento das normas de proteção ao consumidor e da regulamentação da ANS.
Memória
O projeto que originou a lei foi apresentado em 2024 pelo então senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após perder o filho Marcelo Dino. O menino morreu em 2012, aos 13 anos, depois de chegar a um hospital particular com crise de asma, em Brasília.
Segundo nota divulgada à época pelo hospital, a criança foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo estabilizada, mas relatou dificuldade para respirar durante a madrugada.
Segundo Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, a médica plantonista da UTI pediátrica havia abandonado o posto, o que resultou na demora no atendimento adequado ao filho.
Uma médica e uma enfermeira chegaram a ser investigadas e processadas criminalmente por homicídio culposo (sem intenção de matar), mas foram absolvidas por falta de provas em 2018.
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