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GEOPOLÍTICA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 

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*Por:  Keydson Barcelos,

Em plena Copa do Mundo, com o planeta inteiro de olho no campo, o governo dos Estados Unidos tomou uma das decisões mais impactantes da história recente da tecnologia: proibiu que cidadãos estrangeiros acessem as inteligências artificiais mais poderosas já lançadas pela Anthropic, empresa americana criadora do Claude. A ordem chegou numa sexta-feira à tarde, por carta, sem explicação detalhada e sem aviso prévio decente. O resultado foi imediato: os modelos foram desligados para o mundo inteiro.

Os modelos em questão se chamam Fable 5 e Mythos 5. O Fable 5 seria o assistente de trabalho mais capaz já disponibilizado ao público em geral — superior a tudo que existia antes em raciocínio, escrita, pesquisa e execução de tarefas complexas. O Mythos 5 é o mesmo modelo, mas sem restrições: capaz de identificar vulnerabilidades em sistemas críticos com uma eficiência que, segundo o próprio governo americano, representa risco à segurança nacional.

O motivo oficial foi a descoberta de uma técnica de “jailbreak” — uma forma de contornar os mecanismos de segurança do Fable 5 e liberar capacidades que deveriam permanecer bloqueadas. Washington entrou em pânico e agiu rápido. A Anthropic cumpriu a ordem, mas discordou publicamente dela, argumentando que a mesma lógica poderia paralisar todos os lançamentos futuros de IAs de ponta no setor.

O que poucos sabem é que a história tem camadas. Nos meses anteriores, a empresa já vivia uma briga com o Pentágono, que exigia usar o Claude para fins militares sem restrição alguma. A Anthropic recusou. A partir daí, figuras do governo Trump passaram a atacar publicamente a empresa, chamando-a de “woke” e “esquerdista”. Um juiz federal chegou a bloquear uma proibição anterior, classificando-a como retaliação política inconstitucional.

Mas isso é maior do que uma briga corporativa. Estamos vendo os Estados Unidos usarem o controle sobre a inteligência artificial como instrumento de poder — do mesmo jeito que fizeram antes com semicondutores, satélites e software. Não é novidade na história americana. O que é novo é a velocidade. E o fato de que dessa vez, o que está sendo controlado pensa.

Keydson Barcelos, especialista em IA nos Negócios pela PUC-PR (cursando)

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Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!

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O mês de agosto nos convida a refletir sobre uma das maiores feridas da nossa sociedade: a violência contra a mulher. O Agosto Lilás não é apenas uma campanha de conscientização. É um chamado para que todos nós deixemos a indiferença de lado e assumamos o compromisso de proteger vidas.

Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.

Nenhuma mulher deveria viver assim.

É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.

A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.

Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.

Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.

Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.

Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.

Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.

Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.

*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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