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Cultura

Plataforma amplia acesso a línguas reconhecidas no Brasil

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Pesquisas em andamento e estudos sobre línguas já inventariadas e reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) agora podem ser acessados por qualquer pessoa através de uma nova plataforma digital.

A ferramenta “Inventário Nacional da Diversidade Linguística”, uma parceria do Instituto com a Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, já está disponível através do endereço indl.iphan.gov.br. Na página, é possível acessar mais de 2 mil itens, entre documentos, fotografias, vídeos, gravações sonoras e estudos sobre línguas já inventariadas e reconhecidas pelo Iphan, além de pesquisas em andamento sobre o assunto.

A expectativa é que o arquivo virtual também amplie a participação social na construção do inventário, já que através do novo sistema, cidadãos, pesquisadores, instituições e comunidades poderão solicitar a inclusão de línguas ainda não registradas e sugerir complementações aos inventários já existentes. Outro resultado esperado é que ele contribua para a formulação de políticas públicas voltadas à salvaguarda das línguas inventariadas.

Atualmente, o Brasil abriga centenas de línguas pertencentes a diferentes grupos sociais e culturais, incluindo línguas indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além das diversas variedades regionais do português. Nesse cenário, o “Inventário Nacional da Diversidade Linguística” foi criado em 2010 como mais um instrumento de identificação, documentação e valorização das línguas que compõem a diversidade cultural brasileira.


Fonte: EBC Cultura

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Cultura

Campina Grande já teve mais de 400 grupos de quadrilhas juninas

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A cidade de Campina Grande, na Paraíba, referência dos festejos de São João do Brasil, já teve ao longo de sua história mais de 400 grupos de quadrilhas juninas. Atualmente, são cerca de 14 grupos. 

Este é um dos destaques da Pesquisa “As Quadrilhas Juninas do Brasil” realizada pela Quaest em parceria com o Youtube, que fez um diagnóstico inédito sobre o ecossistema das quadrilhas juninas no país, trazendo um recorte especial sobre a realidade do arraial da cidade paraibana.

Foram entrevistados – de maneira presencial e virtual – entre os dias 8 e 21 de maio deste ano, quadrilheiros, quadrilheiras, dirigentes, lideranças, brincantes e demais atores da manifestação cultural. O objetivo era uma radiografia em cinco campos específicos: organização e gestão; modos de financiamento; intersecções sociais; plataformas digitais e estratégias de valorização.

O levantamento também revela que, para além de grupos de dança, símbolo da tradição cultural presente em todos os estados do país, as quadrilhas juninas são movidas pelo protagonismo feminino, pelo acolhimento à diversidade e pelo impacto na juventude periférica.

Das 14 quadrilhas de Campina Grande, seis são presididas por mulheres, mas são as lideranças femininas que sustentam a estrutura financeira, administrativa e artística do movimento junino como um todo. Elas aparecem como fundadoras, coreógrafas e gestoras, e ainda dominam a produção da cultura material e a confecção de figurinos. 

As quadrilhas também funcionam como redes de acolhimento, proteção e protagonismo majoritário da comunidade LGBTQIAPN+, funções de direção criativa, maquiagem e coreografia, além de materializarem avanços históricos no campo social, como a inclusão de damas trans e rainha da diversidade. 

Conforme o estudo, esse pertencimento social é ampliado quando as quadrilhas juninas também são reconhecidas pelos seus brincantes e pela comunidade onde estão inseridas como espaços de convivência, disciplina e de afirmação de identidade; mobilizando principalmente jovens de bairros periféricos e de baixa renda. 

A pesquisa revela ainda que os membros das agremiações juninas vivenciam o São João durante praticamente todo ano. Passado o ciclo de apresentações que já começam em maio, passam por junho e avançam para julho, a temporada seguinte já começa a tomar forma entre agosto e outubro do mesmo ano. Além destes seis meses, outros tantos são utilizados para ensaios, confecção de figurinos, adereços. Da escolha do enredo à costura, esse ciclo permanente mobiliza de 100 a 300 pessoas por grupo, transformando a tradição em uma indústria criativa que funciona durante praticamente todo ano. 

Apesar da geração de empregos, do chamariz como atrativo turístico e econômico e de toda a carga social que representa, a pesquisa mostra os obstáculos para pôr as quadrilhas nos arraiais Brasil afora. O desafio orçamentário é severo. Sem verba estável, as rifas comunitárias são alternativas para a confecção dos figurinos luxuosos. Os repasses públicos chegam geralmente com atraso e as premiações nunca cobrem os custos; muitas lideranças chegam ao fim da temporada junina assumindo dívidas do próprio bolso.

O levantamento completo está disponível no site quaest.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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