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Mostra em São Luís oferece imersão nos saberes do tambor de mina

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Uma das principais representações afro-religiosas do Maranhão, o tambor de mina ganha destaque em uma mostra especial a partir desta quarta-feira (27), em São Luís

A Casa do Tambor de Crioula, que fica no centro histórico da capital maranhense, recebe até o próximo sábado a mostra cultural “O Panteão dos Voduns: Divindades do Tambor de Mina Maranhense”, que oferece ao público visitante uma imersão nesta religião afro-brasileira que tem entre as características o culto aos espíritos indígenas (caboclos), divindades da Nação Jeje (os voduns) e os santos do catolicismo.

A expectativa é que a mostra, organizada pela Casa Ilê Ogu Oni Lonon Kpèntèn, contribua com a eliminação de estigmas e desconhecimento sobre o tambor de mina. 

A programação diária, sempre de 9h às 18h, contará com oficinas práticas de saberes tradicionais e dos toques de tambores sagrados da tradição Jeje – o tambor da mata, o guia e o contra-guia -; a apresentação do tambor de crioula Rosas de Maria; roda de conversa com sacerdotes do Tambor de Mina, finalizando com toque de tambor conduzido pelo Toy Vodunno Leandro de Ogum.

Haverá, ainda, uma exposição de indumentárias sagradas acompanhadas de painéis explicativos. 

A mostra também terá recursos imersivos para que o visitante possa vivenciar aspectos do universo dos voduns através de estímulos visuais, olfativos e sonoros. A entrada é gratuita. Outras informações no Instagram da Casa do Tambor de Crioula.    




Fonte: EBC Cultura

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Canções sobre cidades atravessam gerações e marcam os festejos juninos

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Entre as águas do Rio São Francisco e a ponte que liga duas cidades irmãs, a canção “Petrolina, Juazeiro”, composta por Jorge de Altinho e Chico Angra e lançada pelo Trio Nordestino na década de 1970, transformou duas cidades em um dos retratos mais conhecidos da música nordestina. Ao atravessar gerações, a música mostra como o forró também funciona como registro afetivo dos territórios, transformando paisagens, costumes e histórias locais em versos que seguem circulando muito além das fronteiras regionais.

Essa relação entre música e pertencimento ganhou espaço na trajetória do cantor e compositor Del Feliz, que já escreveu mais de 150 canções em homenagem a municípios brasileiros. A primeira delas foi dedicada à cidade baiana Amargosa, no Vale do Jequiriçá. Segundo o artista, a iniciativa surgiu de forma espontânea e com o passar do tempo, prefeitos, moradores e representantes de diferentes localidades passaram a solicitar composições que retratassem os municípios.

“Eu comecei a pesquisar a cidade e aí falei: ‘não, tem muita coisa boa aqui, eu vou querer juntar tudo que é relevante’. Virou uma identidade da cidade, eu acabei me tornando cidadão de Amargosa. E aí veio o ciúme de algumas cidades ali próximas, o pessoal amigo, né, obviamente que tiveram acesso, dizendo, ‘ah, mas falta nossa, não sei o quê, a de Cruz, a de Santo Antônio’. Aí eu comecei fazer, recebi também os títulos de cidadão de lá. As músicas repercutiram também igualmente, muito positivamente no coração das pessoas. Acho que todo mundo é um tanto bairrista, né?”

Outro exemplo desse movimento é Sertão de Curaçá, composta por Targino Gondim e Zé da Wilton. Lançada em 1997, a música homenageia a cidade baiana, às margens do Rio São Francisco, conhecida como Capital dos Vaqueiros. Segundo Targino, a composição nasceu da convivência com a cultura sertaneja local e também da necessidade de registrar elementos que fazem parte da identidade do município.

“Quando eu tive um encontro com Zé da Wilton, que é um apelido de Zé de Lalinha, um senhor com um sonho de de virar artista. E aí ele entrou comigo e me mostrou algumas canções, tudo e tal e tinha essa ideia dessa música Sertão do Curaçá e foi quando eu tive a ideia de compor junto com ele e aumentar algumas coisas, transformando a música em uma espécie de também de registro sobre o acontecimento com a Ararinha Azul. Na época a Ararinha Azul tinha tinha entrado em extinção, né? E aí eu resolvi compor essa música nessa época”.

No período junino, essas canções seguem percorrendo estradas, feiras e arraiais. Mais do que animar os festejos, elas transformam cidades em versos e ajudam a manter vivas histórias que atravessam gerações.


Fonte: EBC Cultura

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