Saúde
Saiba como pedir reembolso de produtos Ypê suspensos pela Anvisa
Saúde
Com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter a suspensão da fabricação, distribuição e venda de lotes de produtos da marca Ypê, com final 1, a empresa de itens de limpeza emitiu comunicado, nesta sexta-feira (15), para orientar os clientes sobre como pedir o reembolso ou fazer a troca desses materiais barrados por risco à saúde.

Para isso, os clientes deverão entrar no site da empresa, preencher o formulário (que pede a chave Pix) e equipes responsáveis farão o estorno do valor do produto adquirido.
“A empresa reitera que, de acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, a companhia propôs à Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível”, informou a companhia, em comunicado.
A determinação da Anvisa, de 15 de maio, estabeleceu que os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1, elencados na Resolução 1.834/2026, não precisariam mais ser recolhidos neste momento, mas deverão permanecer guardados até a emissão de novos laudos de laboratórios independentes.
Entenda o caso
No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.
Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas com problemas crônicos de pulmão, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.
>> Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1:
Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças com enzimas ativas Ypê
Lava Louças Ypê
Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças Ypê Toque Suave
Lava Louças concentrado Ypê Green
Lava Louças Ypê Clear
Lava Louças Ypê Green
Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava Roupas Líquido Ypê Express
Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
Lava Roupas Líquido Ypê Premium
Lava Roupas Tixan Maciez
Lava Roupas Tixan Primavera
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de uso geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ypê
Lava roupas Tixan Power ACT
Saúde
Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP
A concentração de casos de sarampo em São Paulo expõe o risco de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo de 95%, índice considerado necessário para interromper a transmissão da doença. Segundo o infectologista Renato Kfouri, a entrada de novos casos é esperada na capital paulista, que recebe diariamente pessoas de diferentes partes do mundo. 

“O ciclo de incubação e transmissão da doença é de cerca de 20 dias. São 10 dias de incubação até os primeiros sintomas, dois dias de transmissão antes da febre e mais 12 dias após o início da febre”, explicou à Agência Brasil.
Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.
Segundo ele, uma pessoa completamente imunizada não se torna um transmissor, mas para aqueles que não estão com o ciclo completo o risco é real e está ligado à dinâmica de transmissão. O vírus do sarampo viaja em gotículas de saliva, que saem na fala ou no espirro. A imunização é suficiente para evitar essa transmissão quando atinge 95% da população. Na capital paulista ela está em torno de 75%.
“Para manter o país livre do sarampo, temos dois pilares: a vacinação e a vigilância. Na vigilância temos de estar atentos, fazer o isolamento e a vacinação dos contatos. Não é algo simples pois São Paulo é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários. A entrada de sarampo vai ocorrer, e por isso precisamos voltar a manter altos índices vacinais altos para evitar a transmissão de casos, mas também mantê-la homogênea”, continua Kfouri.
Para ele, a importância da homogeneidade não pode ser subestimada. Um bairro ou comunidade com índices baixos se torna um bolsão vulnerável e um local à espera de novos surtos. A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem eventualmente não recebeu alguma das doses, além dos poucos em que a imunização não foi efetiva, pois toda vacina tem uma margem de pessoas que não é efetivamente protegida com o ciclo normal.
Para o sarampo essa margem é estimada em 5%, afirma o infectologista, mas se aproxima de zero quando é aplicadas uma terceira dose. Identificar essas exceções em uma população é inviável, pelo tempo e custos, mas a dose de reforço resolve o problema a um custo baixo, complementa.
Casos confirmados
Na Grande São Paulo, onde se concentraram 23 dos 24 casos confirmados nesta temporada, houve casos importados e uma ocorrência importante de cadeia de transmissão, com casos novos surgindo dentro de um grupo ou comunidade. Na zona norte da capital isso levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, bairros próximos entre si, tendo como principal cenário uma escola de educação infantil.
Ao menos um dos dois casos de Guarulhos também está relacionado a esse grupo. As crianças com menos de um ano não recebem imunização para o sarampo e são a maior parte dos infectados e hospitalizados.
Há possibilidade de esses casos serem relacionados a algum dos casos importados confirmados pela prefeitura da capital, que confirmou que um caso veio da Bolívia, em fevereiro, e outro da Guatemala, em março. A transmissão, segundo Kfouri, se dá apenas entre aqueles que não estão imunizados, geralmente por não terem tomado uma ou ambas as doses da vacina.
“Infelizmente é esperado. Chegam todo dia ao país milhares de pessoas, a trabalho ou a turismo, além dos brasileiros que estiveram no exterior recentemente. Como nossos vizinhos tem sofrido com surtos recentes isso vai nos influenciar”, definiu Kfouri.
A dinâmica é a mesma do ano passado, quando o país teve 39 casos notificados, a maioria relacionados a casos importados da Bolívia, que chegaram através de caminhoneiros. Os estados mais atingidos foram o Mato Grosso do Sul e o Tocantins.
Segundo Kfouri, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sintomas, os testes estão disponíveis na rede e as ações de vigilância têm ocorrido em tempo adequado.
-
Política6 dias atrásCoronel Fernanda diz que prioridade do PL é eleger Flávio Bolsonaro: “meu interesse é coletivo”
-
Política6 dias atrásFabinho Tardin oficializa candidatura e disputa novo mandato como deputado estadual
-
Política5 dias atrásMax Russi confirma apoio a Otaviano Pivetta na disputa pelo Paiaguás
-
Política6 dias atrásMichelle Bolsonaro sela apoio a Medeiros e reafirma: “Meu marido escolheu”
-
Cuiabá4 dias atrásCuiabá orienta moradores sobre visitas da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE
-
Mato Grosso6 dias atrásA luz que não absolve: Rembrandt e a anatomia da alma humana
-
Política5 dias atrásEmpresário Elson Ramos assume vaga na chapa de Mauro Mendes ao Senado
-
Política6 dias atrásMDB confirma Janaina ao Senado, fecha com Wellington ao Governo e Jayme entra na campanha
