Cultura
Mostra “Brasil: Terra Indígena” segue aberta até 6 de maio em Belém
Cultura
O Brasil tem mais de 390 povos indígenas e quase 300 idiomas diferentes. Uma enorme diversidade cultural que está representada nas galerias do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, no Pará. A exposição “Brasil: Terra Indígena” foi inaugurada para a COP30 e vai encerrar no próximo dia 6 de maio.

Com a iluminação mais planejada e muitas cores, as peças saltam aos olhos. Um grande painel na forma de uma cobra coral registra as informações de cada etnia.
São mais de 2 mil itens, como cestas, cerâmicas e vestimentas de povos de todos os estados do país, além de uma montagem de uma roça indígena, conta o diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez, que também trabalhou na curadoria.
“A gente encomendou uma roça, realmente, tecida em folhas de pindoba, que é uma planta jovem do babaçu, muito presente no Maranhão. A gente pediu para que os indígenas Akroá-Gamela, que são indígenas de retomada, parceiros nessa disposição, tecessem essa palha e criassem essa grande instalação da roça indígena que, simbolicamente, traduz o sustento necessário para vida”.
A exposição conta ainda com fotografias de 45 artistas indígenas, que registraram o cotidiano e a presença de importantes lideranças da atualidade.
O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, diz que a exposição quer comunicar a resistência dos povos indígenas e ajudar o público a enxergar a diversidade dessas culturas.
“Quem viu a exposição se identificou num certo sentido com ela, porque, ao ver a exposição, ao participar daquilo que tá sendo exposto ali, você consegue identificar também um pouco da nossa tradição, um pouco da nossa identidade enquanto brasileiros”.
A mostra está nos últimos dias no Museu Goeldi, em Belém, mas há planos para que percorra outras cidades do país, fazendo jus ao nome e ao conteúdo “Brasil: Terra Indígena”.
Cultura
Jornalistas indígenas lançam manual para qualificar a imprensa
Primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil chega com a proposta de transformar a forma como os povos originários são retratados
No Viva Maria desta segunda-feira (10), Mara Régia conversa com o jornalista Luan Tremembé, coordenador da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), sobre o lançamento de Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena.
Escrito de forma coletiva por jornalistas indígenas e estudantes de Jornalismo de diferentes povos e biomas brasileiros, o manual reúne orientações para uma abordagem mais ética, qualificada e livre de estereótipos sobre os povos originários.
Luan destaca a importância de garantir que os próprios povos indígenas tenham voz na construção das narrativas sobre suas histórias, culturas e lutas.
O nome Poranga Marandúa, que significa “Boas Notícias” em nheengatu, também homenageia Andreza Baré, apontada como a primeira indígena formada em Jornalismo no Brasil.

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