Mato Grosso
Mediação escolar fortalece prevenção ao bullying e à violência nas escolas estaduais
Mato Grosso
Neste 7 de abril, Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) reforça a importância de ações permanentes de prevenção, de escuta e de fortalecimento da convivência no ambiente escolar. Na rede estadual, esse trabalho é desenvolvido pelo Núcleo de Mediação Escolar.
Dados do Relatório Anual 2025 do Núcleo de Mediação Escolar mostram que, ao longo do ano, foram realizadas 4.760 ações específicas de prevenção e enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying em escolas de todo o Estado. As iniciativas envolveram mediação de conflitos, círculos de construção de paz, escuta ativa, rodas de conversa e fortalecimento de vínculos com estudantes, famílias e profissionais da educação.
De acordo com a Seduc, a atuação dos 111 professores mediadores distribuídos pela rede estadual também desempenhou um papel importante nesse processo. Em 2025, foram registradas 7.984 práticas restaurativas, entre elas 2.916 mediações com estudantes e 1.366 com famílias, além de acolhimentos e atividades articuladas com outros setores da rede de proteção.
Para Patrícia Carvalho, do Núcleo de Mediação Escolar, a prevenção tem sido fundamental para evitar o agravamento de situações de violência nas escolas. “O bullying provoca sofrimento real e impacta diretamente a aprendizagem e o sentimento de pertencimento do estudante. Quando a escola identifica, acolhe e intervém no momento certo, ela contribui para interromper esse ciclo”, afirma.
O trabalho preventivo também se refletiu no engajamento das unidades escolares. Em 2025, o calendário anual de atividades do Núcleo de Mediação Escolar alcançou 78% de adesão entre as escolas da rede estadual. Na Semana de Prevenção e Combate ao Bullying e Cyberbullying, a mobilização atingiu 76% das unidades, índice que sobe para 85% nas escolas urbanas.
Patrícia Carvalho destacou que esse resultado demonstra uma mudança importante na forma como o tema vem sendo tratado no ambiente escolar. “Hoje, as escolas compreendem que o bullying não pode ser visto como um problema isolado ou passageiro. Ele exige resposta pedagógica, institucional e intersetorial, com foco na proteção dos estudantes e na reconstrução das relações”, destaca.
Instituído pela Lei nº 13.277/2016, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola reforça a necessidade de políticas públicas contínuas para enfrentar esse tipo de violência. Em Mato Grosso, de acordo com a Secretaria de Educação, a estratégia adotada prioriza práticas restaurativas, com foco na responsabilização, no diálogo e na construção de uma convivência mais respeitosa no espaço escolar.
Ao longo de 2025, o Núcleo também realizou mais de 7.200 encaminhamentos para a Rede de Proteção Social, com a participação de instituições como o Conselho Tutelar, CRAS e serviços de saúde. Ao todo, cerca de 63 mil estudantes foram acompanhados pelas ações desenvolvidas.
“Mais do que agir diante do conflito, nosso trabalho busca fortalecer a cultura de paz no cotidiano escolar. Isso significa promover escuta, orientação e estratégias que ajudem a escola a cuidar melhor de seus estudantes”, completa Patrícia Carvalho.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT
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