Cuiabá
Prefeito defende artes marciais como ferramenta de proteção feminina em evento em Cuiabá
Cuiabá
Em declaração durante o evento, o prefeito Abílio Brunini fez um apelo em favor do armamento feminino
A ampliação de um projeto voltado ao ensino de artes marciais para mulheres reuniu autoridades, atletas e participantes em Cuiabá e trouxe à tona o debate sobre segurança, prevenção à violência e fortalecimento feminino. Durante o evento, o prefeito Abílio Brunini destacou o papel da iniciativa como ferramenta de proteção e autonomia para mulheres.
Segundo o prefeito, o objetivo do projeto não é incentivar a violência, mas oferecer condições para que mulheres saibam se defender em situações de risco. “A ideia não é reagir a crimes, mas dar à mulher a condição de se defender e fazer com que o agressor pense duas vezes antes de agir”, afirmou.
A declaração mais contundente ocorreu ao abordar casos extremos de violência. Brunini disse que, diante de uma situação de agressão, prefere “a família do agressor chorando do que a da vítima”, ao defender o direito à legítima defesa.
Projeto cresce e amplia atendimento
Criado em 2025, o projeto passou por uma expansão significativa. Inicialmente com cerca de 80 participantes, a iniciativa agora conta com quase 900 vagas preenchidas, distribuídas em 32 novas turmas em diferentes regiões da capital.
As aulas são realizadas em 16 polos, incluindo centros comunitários e unidades do CRAS, com turmas organizadas em dias alternados ao longo da semana. Cada grupo atende cerca de 30 mulheres por período.
Podem participar mulheres a partir de 16 anos, com prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência ou com baixa renda.
Modalidades e impacto social
Durante o evento, foram apresentadas diversas modalidades de luta, como jiu-jítsu, muay thai, karatê, capoeira, wrestling, kickboxing e MMA. A proposta, segundo os organizadores, vai além da defesa pessoal, incluindo disciplina, autoestima e fortalecimento emocional.
A idealizadora do projeto, a primeira-dama e vereadora Samantha Íris, destacou que a prática das artes marciais tem impacto direto na vida das participantes. “A luta transforma não só na parte física, mas também na confiança, na postura e na forma como a mulher se enxerga”, afirmou.
Presença de autoridades e representantes do esporte
O evento contou ainda com a presença de secretários municipais, representantes de federações esportivas e profissionais da área, como o secretário de Esporte, Cultura e Lazer Davi Moura, o secretário adjunto Pablo Queiroz e o presidente de federação de MMA Igor Queiroz.
Também participaram integrantes de equipes e projetos sociais ligados às lutas, além de demonstrações práticas realizadas por atletas.
Debate sobre segurança e empoderamento
Além da ampliação do projeto, o evento reforçou discussões sobre políticas públicas voltadas à segurança da mulher. Durante sua fala, o prefeito também mencionou a mudança de percepção sobre o armamento feminino, apontando que a medida, na sua visão, contribui para o fortalecimento das mulheres.
A iniciativa segue com previsão de novas expansões e abertura de vagas, com foco em alcançar mais bairros e ampliar o acesso ao projeto em Cuiabá.
Cuiabá
Segunda instância mantém decisão e nega pedido do MP para bloquear R$ 15 milhões de Cuiabá
A Justiça de Mato Grosso manteve, em segunda instância, o entendimento da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá e negou o pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para o bloqueio imediato de R$ 15 milhões das contas do Município. A decisão, assinada nesta segunda-feira (10), reconhece que não estão presentes, neste momento, os requisitos necessários para a adoção da medida e reforça a necessidade de complementação das provas sobre as políticas de proteção e bem-estar animal.
O posicionamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ocorre após decisão de primeira instância que já havia rejeitado o bloqueio dos recursos e determinado a realização de novas diligências técnicas. Com isso, a segunda instância reitera a avaliação de que a Prefeitura de Cuiabá vem apresentando avanços e ações concretas na estruturação dos serviços destinados aos animais, não havendo, neste momento, elementos suficientes para justificar uma medida de tamanha gravidade contra os cofres públicos.
Na decisão de primeiro grau, o juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente, destacou que o Município apresentou documentos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal. Entre os elementos considerados estão o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento realizado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).
O magistrado também levou em consideração uma vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril, que registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.
Mesmo diante da argumentação apresentada pelo Ministério Público, a Justiça entendeu que ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos por meio de provas técnicas antes de uma eventual indisponibilidade dos R$ 15 milhões. Por isso, foram solicitados à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) relatórios, laudos, registros fotográficos e outros documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.
Ao analisar o recurso do MP, a segunda instância reconheceu a plausibilidade das razões apresentadas pelo órgão, mas considerou que não ficou demonstrado o risco necessário para uma decisão imediata. A decisão afirma: “Nesse contexto, a despeito da plausibilidade jurídica das razões recursais, não se evidencia, por ora, perigo de dano grave, de difícil ou impossível reparação que justifique o deferimento da medida antecipatória pleiteada.”
O entendimento mantém, portanto, a decisão de primeiro grau e permite que o processo prossiga com a produção das provas determinadas pela Justiça. O Ministério Público também deverá apresentar um plano emergencial detalhando a eventual aplicação dos R$ 15 milhões, caso o bloqueio seja posteriormente autorizado.
A decisão de primeira instância ainda encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental, com o objetivo de buscar uma solução consensual entre as partes para o cumprimento das obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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