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Fagundes assina requerimento e defende prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao governo, assinou um requerimento solicitando a prorrogação por mais 60 dias dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPICRIME), em tramitação no Senado Federal. A proposta foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e conta com o apoio de parlamentares que defendem o aprofundamento das investigações diante da gravidade dos fatos já identificados.

Instalada para apurar a atuação, expansão e funcionamento de organizações criminosas no Brasil, a CPI tem revelado um cenário preocupante, que vai além da criminalidade tradicional. As investigações apontam para a atuação sofisticada de facções e milícias, com forte inserção na economia formal, uso de mecanismos complexos de lavagem de dinheiro e possíveis conexões com setores do sistema financeiro.

Para Wellington Fagundes, a prorrogação é fundamental para garantir resultados concretos.

“Estamos diante de uma investigação de alta complexidade, que envolve estruturas criminosas cada vez mais organizadas e com atuação nacional. Não podemos encerrar os trabalhos sem aprofundar todas as linhas de apuração e apresentar respostas firmes à sociedade. O pedido de prorrogação tem, entre outras finalidades, evitar que esta CPI tenha o mesmo fim da CPMI do INSS, que terminou sem relatório, frustrando a sociedade brasileira”, afirmou Wellington.

Entre os pontos que justificam a ampliação do prazo está o grande volume de documentos ainda em análise, incluindo relatórios de inteligência financeira, além da necessidade de realização de novas oitivas com autoridades, ex-gestores públicos e representantes do mercado financeiro.

Outro aspecto relevante é o avanço das investigações sobre a infiltração do crime organizado em setores estratégicos da economia, incluindo fundos de investimento e possíveis fragilidades nos mecanismos de controle e fiscalização. Os trabalhos também buscam consolidar um diagnóstico nacional sobre a presença de facções e milícias nos estados brasileiros, identificando padrões de atuação e falhas na resposta do poder público.

Segundo Fagundes, esse mapeamento é essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes.

“Precisamos compreender com precisão como essas organizações operam em cada região do país para propor mudanças na legislação e fortalecer o combate ao crime organizado de forma estruturada”, destacou.

Wellington reforçou ainda que o fortalecimento da CPI é uma resposta direta à sociedade, que exige mais rigor no enfrentamento à criminalidade.

“Prorrogar a CPI é garantir que o Senado cumpra seu papel de investigar com profundidade e responsabilidade. O Brasil precisa de medidas firmes para combater o crime organizado e proteger a população”, concluiu.

A expectativa é de que, com a ampliação do prazo, a comissão consiga consolidar provas, aprofundar as investigações em curso e apresentar um relatório final robusto, com propostas legislativas e medidas concretas para enfrentar o avanço das organizações criminosas no país.

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ALMT apresenta Troféu Parlamento a estudantes de Jornalismo e Publicidade

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A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom/ALMT) visitou, na última quinta-feira (3), cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda de instituições de ensino superior de Cuiabá e Várzea Grande para apresentar a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A iniciativa busca aproximar os universitários do Poder Legislativo estadual e estimular a produção de conteúdos sobre o impacto das leis e das políticas públicas na vida da população.

Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, o prêmio conta novamente com uma categoria exclusiva para universitários. A proposta é reconhecer trabalhos que contribuam para ampliar a compreensão sobre o papel da Assembleia Legislativa e sua atuação em áreas que impactam diretamente o cotidiano dos mato-grossenses.

Para o secretário-adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, o diálogo com as universidades é uma forma de apresentar aos jovens o funcionamento do Legislativo. “Trazer isso para os universitários é uma ferramenta, uma ação muito importante para que nós possamos reforçar qual é o trabalho do legislativo e o que ele impacta na vida das pessoas”, afirmou. Ao lado do jornalista da Secom Márcio Moreira, ele apresentou aos estudantes detalhes do concurso.

Segundo Marques, a temática escolhida também busca aproximar a sociedade das atividades parlamentares e mostrar seus efeitos na vida da população. “A gente está mais uma vez colocando em pauta o papel da Assembleia e o resultado dessas políticas públicas na vida da população mato-grossense”, explicou.

A iniciativa despertou o interesse dos acadêmicos. Estudante do 5º semestre de Publicidade do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Nathan Basualdo pretende participar do concurso. Para ele, a premiação representa uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação e mostrar como a comunicação pode aproximar a população de temas relacionados à legislação.

“É uma oportunidade excelente tanto para mim como estudante quanto para o profissional. É a chance de mostrar o que eu sou capaz de criar e como a Assembleia Legislativa impacta diretamente na sociedade”, destacou.

Bruna Ribeiro de Amorim, estudante de Publicidade da Univag, considera que o concurso pode contribuir para sua formação e representar um diferencial profissional. “Poder falar que participei de uma premiação dessa já é algo forte. Demonstra o meu desempenho e o meu esforço para me tornar uma profissional relevante no mercado”, afirmou.

Na Universidade de Cuiabá (Unic), o acadêmico de Jornalismo Alison Pacheco também demonstrou interesse em participar do prêmio. “É uma maneira de reconhecer o nosso trabalho, nós que somos estudantes, e também uma maneira de mostrar para a sociedade os projetos de lei que a Assembleia Legislativa vem fazendo”, disse.

Para a coordenadora do curso de Publicidade da Univag, Caroline Araújo, a categoria universitária incentiva os futuros profissionais a conhecerem novas possibilidades de atuação. “Todo prêmio, quando coloca os universitários, os acadêmicos, ele é incentivador. Faltam mais premiações que busquem fazer esse incentivo para quem está na academia, para enxergar o mercado de outra maneira”, avaliou.

Segundo a professora, a participação em concursos complementa a formação acadêmica ao aproximar teoria e prática. “O aluno não entra em uma faculdade e vai aprender tudo ali dentro. Ele vai aprender na simbiose que existe entre a sala, a prática e o externo”, explicou.

Professora dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Unic, Elizabeth Neves também destacou o potencial da iniciativa para ampliar o conhecimento sobre o legislativo entre os jovens. “Isso reverbera na família, no ambiente dos amigos, em quem os cerca. Eles vão estar atentos ao papel real da Assembleia Legislativa na sociedade”, afirmou.

Premiação — O Troféu Parlamento contempla cinco categorias: Telejornalismo, Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Em todas elas, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e uma Placa de Homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e uma Placa de Homenagem.

As inscrições seguem até 9 de novembro. Os participantes podem consultar os canais oficiais da ALMT em busca de pautas relacionadas a leis, direitos, políticas públicas, fiscalização, audiências, comissões e debates de interesse da sociedade.

Mais informações e o regulamento estão disponíveis no site trofeuparlamento.com.br.

Fonte: ALMT – MT

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