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MT se destaca em encontro nacional com jovens cientistas: meninas, indígenas e quilombolas

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Mato Grosso se destacou, em Brasília, no 1º Encontro Nacional do Mais Ciência na Escola, com o protagonismo de jovens cientistas, meninas, indígenas e quilombolas, inseridos no projeto. O Mais Ciência está revolucionando a pesquisa no país, incentivando estudantes a conhecer, desde cedo, a sua realidade.

Em seu discurso no evento realizado esta semana, de 24 a 26,  a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil, Luciana Santos, destacou, citando nominalmente, a experiência da Escola Estadual Milton Curvo, de Cáceres. “Tem sido bonito de se ver. Esta é uma escola que atende a educação de jovens e adultos. Todas as bolsistas são meninas e dá muito orgulho saber que o projeto tem reacendido nessas estudantes o desejo de aprender, de conquistar autonomia e de se tornarem protagonistas da sua própria história”.

Uma parte das meninas são migrantes da Bolívia, que enfrentavam dificuldades no país de origem e também, depois disso, na transição, seja quanto à língua, cultura e à discriminação. No projeto, passam a acreditar em si, acreditar que podem ir adiante, para as universidades, fazer mestrado, doutorado ou o caminho que quiserem trilhar.

A participação mato-grossense também se destacou pela diversidade. O Estado foi representado por estudantes dos povos Apiaká e Kaiabi, de Juara, e Balatipone, de Barra do Bugres, bem como do Quilombo Abolição, em Santo Antônio do Leverger. O projeto abraçou três escolas indígenas e duas quilombolas, ampliando o acesso à produção científica em contextos historicamente invisibilizados.

“Saio muito animada deste grande evento, nossos professores, nossos jovens, deram show. Feliz por liderar o projeto Mais Ciência na Escola de Mato Grosso. O evento apresentou experiências exitosas na promoção da ciência dentro das escolas públicas. E nosso trabalho é revolucionário porque nossos bolsistas são jovens de escolas rurais, em territórios indígenas e comunidades tradicionais, e estão produzindo ciência, foi lindo de ver e acompanhar”, destaca a professora doutora da Unemat, Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira.

Segundo ela, “se conseguirmos mudar a vida de alguns jovens em situação de vulnerabilidade social, já teremos feito muito”.

Lisanil parabenizou e agradeceu ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) pela iniciativa, classificando o projeto como revolucionário, e ressaltou que só o compromisso com a Educação nos levará mais longe.

Coordenadora da rede de Mato Grosso, a professora doutoranda Jussara Cebalho também faz uma avaliação muito positiva do evento. “É satisfatório ver o quanto o projeto tem avançado. Esses dias em Brasília nos permitiram compreender a dimensão e a importância de cada atividade realizada. Volto com a bagagem cheia de novas inspirações”, completou.

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Fonte: Governo MT – MT

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