Saúde
Rio antecipa Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe
Saúde
O município do Rio de Janeiro antecipou a campanha nacional de vacinação contra a influenza marcado para o próximo sábado (28). A Secretaria Municipal de Saúde iniciou nesta terça-feira (24), a partir das 14h, a campanha de imunização contra a gripe. Todas as pessoas a partir dos seis meses de idade podem receber a vacina, que estará disponível nas salas de vacinação da Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde) e nas três unidades do Super Centro Carioca de Vacinação.

A influenza é uma infecção respiratória aguda causada principalmente pelos vírus dos tipos A e B. A vacinação anual é considerada a principal forma de prevenção, pois reduz o risco de agravamento da doença, internações e mortes, além de proteger durante o período de maior circulação dos vírus. Em 2025, a cidade do Rio registrou 1.036 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocados por influenza, com 144 óbitos.
“A gripe é a doença mais preocupante do nosso calendário epidemiológico e, como o pico de casos acontece nos próximos meses, é importante que as pessoas procurem se vacinar agora, para estarem protegidas desde já. No ano passado, 89 mil doses da vacina contra a gripe foram incineradas porque as pessoas não foram se vacinar. Não podemos deixar isso acontecer, disse secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, acrescentando que todas as pessoas com seis meses ou mais devem ir aos postos para atualizar a imunização, principalmente as crianças e os idosos, que são mais vulneráveis aos efeitos da gripe. Nosso objetivo é vacinar 2,5 milhões de pessoas.”
Onde se vacinar
A campanha de vacinação contra a gripe este ano vai até o dia 30 de maio. A vacina estará disponível nas 243 salas de vacinação do município, incluindo clínicas da família, centros municipais de saúde e as unidades do Super Centro Carioca de Vacinação em Botafogo (aberta todos os dias, das 8h às 22h), na Zona Oeste (no ParkShoppingCampoGrande, seguindo o horário de funcionamento do shopping) e na Zona Norte (Shopping Nova América). Para saber a unidade de Atenção Primária mais próxima, basta acessar o portal Onde Ser Atendido.
A vacinação é feita em dose única anual. Crianças menores de 9 anos que serão vacinadas pela primeira vez devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias. Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. A recomendação é que a população aproveite a oportunidade para atualizar outras vacinas em atraso.
O imunizante é seguro, inclusive para pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidos, e pode ser aplicado junto a outras vacinas do calendário. As únicas contraindicações são para crianças menores de seis meses e pessoas com histórico de reação alérgica grave registrada em dose anterior.
Saúde
Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP
A concentração de casos de sarampo em São Paulo expõe o risco de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo de 95%, índice considerado necessário para interromper a transmissão da doença. Segundo o infectologista Renato Kfouri, a entrada de novos casos é esperada na capital paulista, que recebe diariamente pessoas de diferentes partes do mundo. 

“O ciclo de incubação e transmissão da doença é de cerca de 20 dias. São 10 dias de incubação até os primeiros sintomas, dois dias de transmissão antes da febre e mais 12 dias após o início da febre”, explicou à Agência Brasil.
Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.
Segundo ele, uma pessoa completamente imunizada não se torna um transmissor, mas para aqueles que não estão com o ciclo completo o risco é real e está ligado à dinâmica de transmissão. O vírus do sarampo viaja em gotículas de saliva, que saem na fala ou no espirro. A imunização é suficiente para evitar essa transmissão quando atinge 95% da população. Na capital paulista ela está em torno de 75%.
“Para manter o país livre do sarampo, temos dois pilares: a vacinação e a vigilância. Na vigilância temos de estar atentos, fazer o isolamento e a vacinação dos contatos. Não é algo simples pois São Paulo é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários. A entrada de sarampo vai ocorrer, e por isso precisamos voltar a manter altos índices vacinais altos para evitar a transmissão de casos, mas também mantê-la homogênea”, continua Kfouri.
Para ele, a importância da homogeneidade não pode ser subestimada. Um bairro ou comunidade com índices baixos se torna um bolsão vulnerável e um local à espera de novos surtos. A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem eventualmente não recebeu alguma das doses, além dos poucos em que a imunização não foi efetiva, pois toda vacina tem uma margem de pessoas que não é efetivamente protegida com o ciclo normal.
Para o sarampo essa margem é estimada em 5%, afirma o infectologista, mas se aproxima de zero quando é aplicadas uma terceira dose. Identificar essas exceções em uma população é inviável, pelo tempo e custos, mas a dose de reforço resolve o problema a um custo baixo, complementa.
Casos confirmados
Na Grande São Paulo, onde se concentraram 23 dos 24 casos confirmados nesta temporada, houve casos importados e uma ocorrência importante de cadeia de transmissão, com casos novos surgindo dentro de um grupo ou comunidade. Na zona norte da capital isso levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, bairros próximos entre si, tendo como principal cenário uma escola de educação infantil.
Ao menos um dos dois casos de Guarulhos também está relacionado a esse grupo. As crianças com menos de um ano não recebem imunização para o sarampo e são a maior parte dos infectados e hospitalizados.
Há possibilidade de esses casos serem relacionados a algum dos casos importados confirmados pela prefeitura da capital, que confirmou que um caso veio da Bolívia, em fevereiro, e outro da Guatemala, em março. A transmissão, segundo Kfouri, se dá apenas entre aqueles que não estão imunizados, geralmente por não terem tomado uma ou ambas as doses da vacina.
“Infelizmente é esperado. Chegam todo dia ao país milhares de pessoas, a trabalho ou a turismo, além dos brasileiros que estiveram no exterior recentemente. Como nossos vizinhos tem sofrido com surtos recentes isso vai nos influenciar”, definiu Kfouri.
A dinâmica é a mesma do ano passado, quando o país teve 39 casos notificados, a maioria relacionados a casos importados da Bolívia, que chegaram através de caminhoneiros. Os estados mais atingidos foram o Mato Grosso do Sul e o Tocantins.
Segundo Kfouri, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sintomas, os testes estão disponíveis na rede e as ações de vigilância têm ocorrido em tempo adequado.
-
Política6 dias atrásCoronel Fernanda diz que prioridade do PL é eleger Flávio Bolsonaro: “meu interesse é coletivo”
-
Política6 dias atrásFabinho Tardin oficializa candidatura e disputa novo mandato como deputado estadual
-
Política6 dias atrásMichelle Bolsonaro sela apoio a Medeiros e reafirma: “Meu marido escolheu”
-
Política5 dias atrásMax Russi confirma apoio a Otaviano Pivetta na disputa pelo Paiaguás
-
Cuiabá4 dias atrásCuiabá orienta moradores sobre visitas da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE
-
Política7 dias atrásFábio Garcia será o vice de Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de MT
-
Mato Grosso6 dias atrásA luz que não absolve: Rembrandt e a anatomia da alma humana
-
Política5 dias atrásEmpresário Elson Ramos assume vaga na chapa de Mauro Mendes ao Senado
