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Jaraqui é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Amazonas

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O sabor que conquistou gerações ganhou reconhecimento oficial. O peixe jaraqui foi declarado Patrimônio Cultural imaterial do Amazonas.

Quem é do estado sabe: o jaraqui não é só comida. É história, é costume e é parte da vida.

Presente diariamente nas feiras, mercados e principalmente na mesa da população, o jaraqui vai muito além da alimentação. O reconhecimento valoriza o peixe como símbolo cultural, ligado às tradições, à economia e até às expressões populares da região.

Com a nova lei, o pescado passa a ser oficialmente protegido e promovido como patrimônio do estado. O projeto é de autoria do deputado estadual Ednailson Rozenha, do PSD, e prevê ações como incentivo a pesquisas, atividades educativas e apoio a eventos culturais que mantenham viva essa tradição. A iniciativa também busca fortalecer a cadeia produtiva e valorizar os trabalhadores que dependem da pesca.

Na capital Manaus, o jaraqui já tinha o reconhecimento desde 2019. Agora, o título se estende para todo o Amazonas, ampliando ainda mais o valor simbólico do peixe.

E no fim das contas, a velha frase continua firme — quase um lema regional: quem come jaraqui não sai mais daqui. E agora, com lei e tudo, virou patrimônio do Amazonas.


Fonte: EBC Cultura

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Flip divulga programação para edição de 2026

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A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), anunciou nesta terça-feira (23) a programação da 24ª edição do evento, que ocorre entre os dias 22 e 26 de julho. Neste ano, a homenageada é a poeta Orides Fontela (foto), que renovou o modernismo e abriu portas para a contemporaneidade, tornando-se conhecida pelo rigor formal com a língua e pela boa recepção da crítica. A trajetória da poeta foi marcada ainda pela precariedade material durante anos, que a deixou inclusive sem moradia.

Entre as atrações do evento estão mais de 20 mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas, contação de histórias e ações de mediação de leitura. Alguns escritores de destaque confirmados são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior, Socorro Acioli e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

O evento já dá seus primeiros passos este mês, com o Ciclo da Autora Homenageada, em São Paulo, entre os dias 25 e 27, com quatro encontros sobre a obra de Orides Fontela.

Rita Palmeira, curadora desta edição da Flip, fala sobre a mesa de abertura do ciclo.

“A gente abre o ciclo com uma mesa que é uma mesa de abertura que reúne o Alcides Villaça, que é poeta, professor e um leitor muito fino de poesia, e que estudou com a Orides na USP; e junto a ele Fernando Paixão, que também é poeta e professor. Os dois são dois leitores muito especiais de poesia e em particular da Orides. Então eles fazem essa mesa que é uma apresentação mais geral da Orides”.

O diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, destaca a importância da festa literária.

“A Flip provoca impactos que se desdobram no tempo. No curto prazo, transforma Paraty em um palco de encontros e reflexões que reverberam o país afora. No médio prazo, fortalece economias locais, não só em Paraty, mas fortalece economia e cultura em todo o país. No longo prazo, consolida-se como patrimônio vivo, ampliando horizontes e formando novas gerações de leitores e escritores, fortalecendo assim o pensamento crítico e a própria democracia”.

Outras atrações do evento são Flipinha, FlipZona e FlipEduca, voltadas para a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas a crianças, jovens, educadores e comunidade.
 


Fonte: EBC Cultura

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