Cultura
Festival em PE celebra intercâmbio cultural entre Brasil e África
Cultura
Começa nesta terça-feira (10), em Pernambuco, o 18º Festival Canavial – Celebração das Matas e Quilombos, que tem como marca principal o intercâmbio cultural entre Brasil e África. O evento vai passar por 3 cidades pernambucanas até o próximo dia 15 de março: Aliança, Condado e Olinda.

Nesta edição, o festival homenageia Rainha Marivalda, liderança do Maracatu Estrela Brilhantes, de Recife; Mestre Matinho, importante figura na valorização e difusão das tradições dos povos originários; Mestra Jucedi, da Tribo Indígena Tabajaras, de Goiana; e o Grupo Bata-Kossô, de Olinda, coletivo cultural que atua na transmissão de saberes ancestrais, entre eles, os ritmos afro-brasileiros.
Na programação distribuída nas três cidades estão previstas oficinas, cortejos, shows e manifestações culturais de vários estados brasileiros com raízes na cultura negra, além de cirandas, tribos indígenas, cavalo marinho, maracatus, afoxé, coco, orquestras de frevo e mamulengos.
Quarta (11) e quinta-feira (12), a Galeria 2 do Mercado Eufrásio, em Olinda, recebe o 2º Encontro de Mulheres Negras da Cultura Popular. Artistas, pesquisadoras, lideranças sociais e uma matriarca da cultura africana participam de um diálogo sobre ancestralidade, cultura popular, carnaval e feminismo negro.
Este ano, o Festival Canavial integra as celebrações dos 491 anos de Olinda, celebrado no próximo dia 12 de março. A cidade festeja seus quase 500 anos de fundação com dois cortejos:o Bata-Kossô, saindo do largo da Ribeira a partir das 16h; e o Cortejo da Troça Cariri Olindense, saindo de sua sede no bairro Guadalupe, a partir de 17h.
Em seguida, no palco montado na Praça do Carmo, acontecem apresentações do Coco das Artes, Elba Ramalho, Orquestra do Avesso, Quinteto Violado e Sambadeiras. A programação completa está disponível no instagram do festival.
Cultura
Viva Maria celebra os encantos do São João brasileiro
Maria Bethânia é a principal voz desta edição do Viva Maria, dedicada às festas juninas. A cantora baiana relembra com emoção a tradição que cultiva desde que chegou ao Rio de Janeiro, em 1965: acender a fogueira de São João todo ano. Para ela, junho é um mês que “aproxima” — com suas fogueiras, adivinhações e o céu enfeitado de balões.

Do interior de Minas Gerais, a correspondente Concessa, de Paracatu, traz o sabor da festa popular: milho verde, mingau, pamonha, canjica, pé de moleque e a arte de fazer rapadura — “doce, mas não mole”. Ela lembra também a Rainha da Chita, eleita nas escolas com venda de votos, e as brincadeiras de quebrar moringa e segurar ovo na colher.
O programa ainda alerta para os riscos de soltar balões e fazer fogueiras em época de seca, e convida o público a acompanhar o Arraiá do Brasil, faixa especial da TV Brasil com festas juninas da Bahia e de Pernambuco, às quartas-feiras a partir das 21h.
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