Cultura
Iphan debate a realidade das mulheres na gestão do patrimônio cultural
Cultura
O Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, promove nesta segunda (9) e terça-feira (10) o seminário Cultura: Substantivo Feminino – Encontro de Mulheres do Patrimônio Cultural. O evento tem como objetivo valorizar as mulheres que atuam em áreas do patrimônio cultural e vai reunir diversos profissionais ligados ao setor.

O encontro vai destacar essas trajetórias que, apesar de fundamentais para a memória e a identidade cultural brasileira, ainda enfrentam desafios relacionados à visibilidade e à participação em espaços de decisão.
O seminário é voltado para pesquisadores, gestores culturais, profissionais do patrimônio cultural, representantes de órgãos públicos e instituições da área, além de lideranças comunitárias e estudantes.
A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller, dá mais detalhes sobre o evento.
“O encontro busca promover diálogos, trocas de experiência, redes de apoio e sobretudo estratégias de atuação que possam vir a impactar positivamente outras mulheres, grupos sociais e territórios culturais”.
A superintendente afirma também que as mulheres que atuam em áreas do patrimônio cultural ainda sofrem com muitas barreiras, como a desigualdade de gênero. Patricia Wanzeller ressalta as contribuições dessas profissionais, mesmo em meio às dificuldades.
“Projetos de pesquisa, educação patrimonial e valorização de territórios de memória ligados às culturas afro-brasileiras, indígenas e populares. Também merecem destaque ações voltadas à preservação de lugares de memória da resistência de comunidades quilombolas e de patrimônios urbanos associados às trajetórias de mulheres. Muitas profissionais têm atuado na formulação de políticas públicas, na gestão de museus, na gestão de arquivos e sítios históricos”.
As mesas de debate do seminário vão reunir a presidenta da Funarte, Maria Marighella; a presidenta do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino; a diretora do Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, Sinara Rúbia; a secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosângela Gomes; e a diretora do Museu do Samba, Nilcemar Nogueira, entre outras convidadas.
Outras atividades paralelas fazem parte do evento, como oficinas de projetos culturais e uma feira de artesanato que reúne iniciativas empreendedoras e criativas lideradas por mulheres.
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pelo site: gov.br/iphan
Cultura
Flip divulga programação para edição de 2026
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), anunciou nesta terça-feira (23) a programação da 24ª edição do evento, que ocorre entre os dias 22 e 26 de julho. Neste ano, a homenageada é a poeta Orides Fontela (foto), que renovou o modernismo e abriu portas para a contemporaneidade, tornando-se conhecida pelo rigor formal com a língua e pela boa recepção da crítica. A trajetória da poeta foi marcada ainda pela precariedade material durante anos, que a deixou inclusive sem moradia.

Entre as atrações do evento estão mais de 20 mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas, contação de histórias e ações de mediação de leitura. Alguns escritores de destaque confirmados são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior, Socorro Acioli e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.
O evento já dá seus primeiros passos este mês, com o Ciclo da Autora Homenageada, em São Paulo, entre os dias 25 e 27, com quatro encontros sobre a obra de Orides Fontela.
Rita Palmeira, curadora desta edição da Flip, fala sobre a mesa de abertura do ciclo.
“A gente abre o ciclo com uma mesa que é uma mesa de abertura que reúne o Alcides Villaça, que é poeta, professor e um leitor muito fino de poesia, e que estudou com a Orides na USP; e junto a ele Fernando Paixão, que também é poeta e professor. Os dois são dois leitores muito especiais de poesia e em particular da Orides. Então eles fazem essa mesa que é uma apresentação mais geral da Orides”.
O diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, destaca a importância da festa literária.
“A Flip provoca impactos que se desdobram no tempo. No curto prazo, transforma Paraty em um palco de encontros e reflexões que reverberam o país afora. No médio prazo, fortalece economias locais, não só em Paraty, mas fortalece economia e cultura em todo o país. No longo prazo, consolida-se como patrimônio vivo, ampliando horizontes e formando novas gerações de leitores e escritores, fortalecendo assim o pensamento crítico e a própria democracia”.
Outras atrações do evento são Flipinha, FlipZona e FlipEduca, voltadas para a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas a crianças, jovens, educadores e comunidade.
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