Saúde
Documentário independente sobre parto humanizado estreia na TV Brasil
Saúde
Para esclarecer e conscientizar sobre a importância do parto humanizado, a TV Brasil estreia no mês da mulher o documentário Nascer: Parto Humanizado no Brasil, obra independente que faz uma imersão profunda nessa prática que busca respeitar a fisiologia do nascimento e os direitos das mulheres.

A produção inédita exibida pela emissora pública neste domingo (1º), às 11h, revela diversas fases de gestação e nascimento. O conteúdo acompanha diferentes experiências das famílias e ressalta a vivência das mães que escolheram realizar o parto humanizado em várias regiões do país.
O documentário apresenta uma abordagem sensível e informativa sobre a necessidade do acesso em maior escala ao parto humanizado no território nacional. A narrativa mostra esse momento transformador na existência de muitas mães.
Com 52 minutos, a película em cartaz na telinha do canal público inclui a dinâmica de partos domiciliares assistidos por parteiras e doulas, além de relatos comoventes sobre o impacto positivo dessa decisão. O filme pode ser acompanhado no app TV Brasil Play.
A atração dá voz às mães e familiares para depoimentos comoventes. Assim, a proposta é oferecer uma visão completa e humanizada a respeito do tema que se soma às entrevistas com especialistas no assunto.
O conteúdo traz a perspectiva técnica levantada por profissionais da área. Médicos obstetras, ginecologistas, agentes comunitários de saúde e trabalhadores da saúde pública analisam os desafios e os benefícios dessa prática.
A obra esclarece mitos e destaca fatos sobre o parto humanizado. Ainda frente a um cenário no qual as cesarianas permanecem como procedimento principal no país, muitas vezes sem necessidade médica, o filme abre espaço para ressaltar a relevância do chamado pré-natal, questiona o modelo de assistência ao parto e aponta a importância do respeito às escolhas das mulheres.
Com direção de Luciano Oreggia e Pedro Saad, o documentário Nascer: Parto Humanizado no Brasil compartilha um olhar delicado para promover a reflexão da sociedade e dos profissionais envolvidos no setor da saúde para que essa iniciativa natural seja mais acessível e valorizada.
Valorização do conteúdo independente
O média-metragem Nascer: Parto Humanizado no Brasil ganha exibição inédita na programação da TV Brasil neste domingo (1º). O conteúdo de natureza documental em cartaz na telinha também pode ser acompanhado sob demanda no app TV Brasil Play.
A emissora pública é um dos canais que mais apresentam produções independentes nacionais. Além de ser uma grande apoiadora das obras dessa natureza no mercado audiovisual do país, a TV Brasil ainda fomenta novos realizadores.
Ao vivo e on demand
Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.
Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.
Saúde
Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista
Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.
A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.
Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.
De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.
Doenças atreladas
Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.
No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
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