Mato Grosso
TCE-MT entrega certificados do MBA em Gestão de Cidades em solenidade nesta terça-feira (9)
Mato Grosso
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A solenidade de entrega dos certificados do MBA em Gestão de Cidades do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) será realizada a partir das 9h desta terça-feira (9), no auditório da Escola Superior de Contas, com transmissão ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube e pela TV Contas (canal 30.2). O evento reunirá conselheiros, membros do Ministério Público de Contas, autoridades e os 375 alunos que concluíram o curso conforme os critérios definidos pela coordenação acadêmica.
Para a solenidade, foram convidados os alunos que entregaram os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) até o dia 20 de novembro e, aqueles que enviaram até 31 de outubro, ainda terão suas produções incorporadas a uma obra coletiva a ser publicada no âmbito do MBA, contribuindo para a disseminação das análises e soluções desenvolvidas ao longo do curso.
Com 24 módulos temáticos, realizados de forma presencial no TCE-MT e transmitidos ao vivo, o MBA em Gestão de Cidades abordou conteúdos essenciais ao fortalecimento da administração pública municipal, incluindo planejamento urbano, finanças públicas, governança, cidades inteligentes, integridade, inovação e avaliação de políticas públicas.
Alinhada à estratégia institucional da atual gestão do TCE-MT, presidida pelo conselheiro Sérgio Ricardo, a pós-graduação teve como objetivo fortalecer a qualificação contínua de servidores e gestores municipais, ampliando a capacidade técnica necessária para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas.
O curso, coordenado pelo procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, foi realizado em parceria com a Fadisp e reuniu cerca de mil alunos, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários, técnicos municipais e servidores públicos com nível superior. A carga horária total foi de 360 horas.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
Mato Grosso
Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín
Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.
* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Prefeitura de Medellín.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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