Mato Grosso
Festival Educarte 2025 chega ao fim com destaque para talentos e premiação de R$ 75 mil
Mato Grosso
O Festival Educarte 2025 chegou ao fim nesta quarta-feira (26.11), reafirmando sua força como uma das maiores vitrines de talentos da educação pública de Mato Grosso. Realizado desde o dia 24 no Allure Music Hall, em Cuiabá, o evento reuniu apresentações de dança, teatro, música, artes visuais e fanfarra, que emocionaram o público e evidenciaram a potência criativa dos estudantes da rede estadual.
Promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o Festival Educarte teve entrada gratuita e contou com 56 projetos selecionados em cinco eixos artísticos. Todas as produções foram avaliadas por um corpo de jurados formado por artistas, professores universitários, produtores culturais, diretores, músicos e pesquisadores, que analisaram critérios como originalidade, domínio técnico, relevância social e criatividade.
Durante a cerimônia de encerramento, os estudantes premiados celebraram conquistas que refletem dedicação, identidade cultural e forte expressão artística. Entre os destaques, está Ketlen Lara Zuza Dos Santos, de 17 anos, estudante da EE Militar Tiradentes Dr. Manoel José Murtinho, em Diamantino, que garantiu o 3º lugar no eixo Artes Visuais com o projeto “Alma pantaneira em pele castanha”, orientado pela professora Lahoa Matos Terra.
“Colocar minha visão sobre o Pantanal em uma obra foi transformar sentimentos em arte. Ver esse trabalho reconhecido me dá ainda mais vontade de seguir criando e representando minhas raízes”, disse Ketlen.
Na categoria Dança, o segundo lugar ficou com Adriele da Silva Vieira, de 16 anos, estudante da Escola Estadual Renê Menezes, em Sinop. Ao lado dos colegas Izadora Nezzi, Marcos Silva Moura e José Eduardo Dias dos Santos, Adriele apresentou o projeto “Arte, Dança e Resistência”, orientado pela professora Ivanilce Totti Ferreira.
“Estar no Educarte foi sentir a força da nossa história no palco. Nosso grupo ensaiou muito, e conquistar esse prêmio mostra que a dança também é um jeito de resistir e expressar quem somos”, afirmou a estudante.
Ao longo de três dias de apresentações intensas, o público acompanhou números autorais, performances coreográficas, interpretações teatrais e exposições visuais que representaram a diversidade cultural das escolas de Mato Grosso.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o Educarte cumpre um papel estratégico na formação dos estudantes.
“O Educarte já nasceu como uma vitrine de talentos e como uma política que integra arte, cultura e formação humana. É um espaço onde nossos estudantes descobrem a força da expressão e ampliam suas oportunidades”, destacou.
Ele reforçou que a iniciativa consolida o impacto das linguagens artísticas na autoestima e no desenvolvimento integral dos jovens.
“Temos trabalhado para que nossos estudantes descubram e usem o poder da voz, da expressão e da criatividade como caminho para o futuro. O Educarte mostra a força da educação pública quando valoriza arte, cultura e o protagonismo juvenil”, afirmou Alan Porto.
Além das premiações individuais, o eixo Fanfarra recebeu um investimento adicional de R$ 45 mil, distribuídos entre as escolas classificadas em 1º, 2º e 3º lugares para aquisição de instrumentos, uniformes e materiais, reforçando o caráter formativo e coletivo da modalidade. Somando todas as categorias, o festival concedeu R$ 75 mil em premiação.
Para o secretário, o Festival Educarte se consolida como uma política pública essencial para o fortalecimento do vínculo dos estudantes com a cultura, permitindo que a arte seja vivenciada como expressão, identidade e desenvolvimento pessoal.
“A edição 2025 reafirma o compromisso de Mato Grosso com uma educação que reconhece talentos, amplia horizontes e forma cidadãos mais críticos, sensíveis e criativos”, concluiu.
Vencedores do Eixo Artes Visuais
1º lugar: Rafael Wilker Duarte Xavier
DRE Metropolitana – Cuiabá | EE Dr. Mario de Castro
Projeto: Natureza Pura
Professor orientador: Everton Nascimento de Arruda
2º lugar: Dhyogenes Raffael Nunes Silva Azambuja
DRE Confresa – Porto Alegre do Norte | EE Antônia Leão dos Santos
Projeto: O preço do fogo
Professora orientadora: Ana Paula Azevedo Meurer
3º lugar: Ketlen Lara Zuza Dos Santos
DRE Diamantino – Diamantino | EE Militar Tiradentes Dr. Manoel José Murtinho
Projeto: Alma pantaneira em pele castanha
Professora orientadora: Lahoa Matos Terra
Vencedores – Eixo Fanfarra
1º lugar DRE Sinop – Sorriso
EE Militar Tiradentes Cabo Antonio Dilceu da Silva Amaral
Projeto: Sinfonia Cívica
Professor orientador: Rondineli de Souza Chaves
Estudantes: Kennedy Máximo Garcia, Júlio Anderson Góis Dutra, Gustavo Henrique de Souza Ortiz, Teylon Leonardo Gomes Barroso, Matheus Felipe de Souza Ortiz, Allefy Santos Souza, João Ariel Rodrigues da Silva, Henry Gabriel Calgaro Fredrich Grave, Davi Detz, Nathanael Pereira da Silva, Kayke Marcondes Loyola do Amaral, João Vitor Santos Gomes, Vitor Gabriel Jung, Valentina Piccini Porfirio, Pedro Henrique da Silva, Álvaro Miguel Araújo da Silva, Cecília Jagnow de Lima, Davi Lucas de Souza Santos, Pedro Henrique da Silva e Abraão Cardoso De Sousa.
2º lugar DRE Metropolitana – Cuiabá
EE Padre Ernesto Camilo Barreto
Projeto: Banda Banpper – Banda de percussão Padre Ernesto
Professor orientador: Fábio Albertino da Silva
Estudantes: Miguel Oliveira de Mesquita, Sofya Hellen Lima de Arruda, Welinton Batista de Campos Junior, Vitória Karoliny Lima de Oliveira, Rayssa Moreira Duarte, Miguel Eduardo Ribeiro Almeida, Manuela Souza Borges, João Vitor Jara Lopes, Raul Monteiro Costa, Mateus Valério Martins Silva, André Alexandre Ribeiro, Rebeca Valério Martins Silva, Alice Sophia Pereira de Oliveira, Lorran Martins Oliveira Ribeiro, Alonzo Gregorio Lopes Sifontes, Lismary de Los Angeles Lopes Sifontes, Emanuel Venicius de Oliveira Martins, Gabriel da Silva Passos, Anthony Miguel Miranda Corrêa, Tany Maria Olimpia Ganda, Lorenna Vycthoria Gasparelo Gomes e Luiza Eduarda Collareda De Lamônica.
3º lugar DRE Tangará da Serra – Tangará da Serra
EE Pedro Alberto Tayano
Projeto: Releitura da música Asa Branca (Luiz Gonzaga)
Professor orientador: Luís Pereira dos Santos
Estudantes: Bianca Lopes Padilha, Kerolainy Vitoria Ribeiro de Souza, Agata Marielle Silva dos Santos, Maria Eduarda Vieira Leão, Adrielly Bianca Moreira Vitor, Nathielly Camilly Moreira Vitor, Emmily Silva Pancieri, Mirian Nascimento Santos, Emanuelly Teodoro da Silva, Gabrieli Soares Lima, Juliane Regina Laureano Lima, Emilly Vitoria Pedroso da Silva, Marielly de Souza Teodoro, Heloysa Steinbach Rodrigues da Silva, Nicoly Crisirine Rodrigues de Santana, Amanda Florentino Krinski, Anny Gabrielly Oliveira do Nascimento, Isabelly Sofia da Silva Dos Santos Alves, Isadora Roberta Fernandes Correia, Maria Izabel Miguel Santos, Mariana Batista da Silva, Tayla Cristina Cardoso Santana, Yasmim Fernandes da Silva, Maria Clara Alves Caravieri, Lana Priscilla da Silva Moreira, Ana Beatriz Lima de Souza, Soffia Fernandes da Silva, Dafne Vitoria Pimentel dos Santos, Amanda Vitoria Silva Pessoa.
Vencedores do Eixo Música
1º lugar DRE Rondonópolis – Pedra Preta
EE Dez de Dezembro
Projeto: Inconstância
Professora orientadora: Aparecida Donizete de Oliveira
Estudante: Yngrid Vitória Silva Santos
2º lugar DRE SINOP – Sorriso
EE Militar Tiradentes Cabo Antonio Dilceu da Silva Amaral
Projeto: Desejo (autoral)
Professor orientador: Rondineli de Souza Chaves
Estudante: Ana Luiza Batista Quintero
3º lugar DRE Diamantino – Rosário Oeste
EE Marechal Rondon
Projeto: Tarde demais
Professor orientador: Frank Manoel Alves da Silva
Estudante: Brenda Carolina De Jesus
Vencedores do Eixo Teatro
1º lugar DRE Pontes e Lacerda – Pontes e Lacerda
EE São José
Projeto: O circo do Tio Clodo
Professor orientador: Clodoaldo dos Santos Ramalho
Estudantes: Higor Silva Fernandes, Ana Caroline Cuiabano Souza, Sarah Dos Santos Silva, Adrieli Mendes Ferreira e Júlia Lima Macedo.
2º lugar DRE Metropolitana – Várzea Grande
EE Prof. Fernando Leite Campos
Projeto: monólogo: “as palavras que ficam”
Professora orientadora: Vânia Regina de Almeida
Estudantes: Paula Costa Fernandes, Maria Eduarda Oliveira da Cruz, Jean dos Santos, Alexandre Junior, Lorenzo Vicente Dionezio, Nadya Correa Campos, Ricardo Cruz Nascimento, Nayara Martins Trindade Floriano.
3º lugar DRE Sinop – Lucas do Rio Verde
EE Márcio Schabatt Souza
Projeto: Amanhã não haverá hoje
Professora orientadora: Gisláide Aparecida Ferreira de Sena
Estudantes: Adrian Gabriel Dos Santos, Livia Giaretta Ventura, Ailton Gomes Candido da Silva, Marielly Bergamini da Silva, Anthony Mendes Barbosa e Carolina Emanuela Lang da Silva Cinti.
Vencedores do Eixo Dança
1º lugar DRE Metropolitana – Várzea Grande
EE Governador Dante Martins de Oliveira
Projeto: A beleza do nosso siriri
Professor orientador: Evanderson dos Santos Antunes
Estudantes: Lorena Guimarães Capricio, Rayssa Vitoria Silva Campos, Ana Luiza Dias Juraski, Erike Bruno Ferreira de Barros, Oracio Da Silva Junior e Mayron Guilherme Campos.
2º lugar DRE Sinop – Sinop
EE Renee Menezes
Projeto: Arte, Dança e Resistência
Professora orientadora: Ivanilce Totti Ferreira
Estudantes: Adriele Da Silva Vieira, Izadora Nezzi, Marcos Silva Moura e Jose Eduardo Dias dos Santos
3º lugar DRE Cáceres – Cáceres
EE Ana Maria das Graças de Souza Noronha
Projeto: Raízes
Professora orientadora: Amanda Barbosa de Arruda
Estudantes: Kelvin Felipe Cabral Batista dos Santos, Felipe Arruda França, Marcos Vinicius Arruda França, Manuelle Ferreira de Oliveira, Ana Julia da Silva Arruda e Andreza Ortiz Silva.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Atuação do MPMT assegura casa à idosa em Cuiabá
Uma história de perseverança, dignidade e justiça social ganhou um novo capítulo em Cuiabá com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que contribuiu para que fosse reconhecido o direito de uma idosa em situação de extrema vulnerabilidade a receber moradia digna após anos de espera e descaso administrativo.A decisão, proferida no âmbito do Juizado Especial da Fazenda Pública, julgou totalmente procedentes os pedidos formulados pela assistida da Defensoria Pública do Estado, garantindo não apenas a entrega de uma unidade habitacional, mas também a manutenção do aluguel social e o pagamento de indenização por danos morais.A ação foi proposta por uma mulher idosa, não alfabetizada e responsável pelo cuidado de familiares em situação de fragilidade, incluindo um filho com deficiência mental e um esposo gravemente enfermo. Desde 2015, ela aguardava a concretização de um direito que lhe havia sido oficialmente assegurado, que era a contemplação no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, no Residencial Nico Baracat – 2ª Etapa, em grupo prioritário destinado a famílias com pessoa com deficiência.Apesar de ter cumprido todas as etapas exigidas, como apresentação de documentação, entrevistas sociais e cadastramento junto à Caixa Econômica Federal, a moradora nunca recebeu o imóvel prometido, enquanto outros beneficiários foram contemplados a partir de 2020.Diante da omissão do poder público e da agravante condição de vulnerabilidade social, vivendo de favor, sob risco de despejo e em meio a dificuldades financeiras e de saúde, a cidadã buscou apoio na Defensoria Pública, que assumiu sua representação judicial. Paralelamente, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) acompanhou o caso como custos legis, exercendo seu papel constitucional de defesa da ordem jurídica e dos direitos fundamentais.No curso do processo, pelo promotor de Justiça Renee do Ó Souza, foram solicitadas diligências junto à Secretaria Municipal de Habitação e RegularizaçãoFundiária, Secretaria Municipal de Assistência Social e Caixa Econômica Federal, a fim de se amealhar elementos suficientes para melhor compreensão dos entraves existentes em desfavor da autora, visando o efetivo julgamento da causa. Ao fim, em manifestação nos autos quanto ao mérito da demanda, opinou pela procedência integral dos pedidos, destacando a verossimilhança das alegações e evidenciando a grave falha administrativa do Município de Cuiabá, marcada por sucessivos encaminhamentos entre órgãos públicos e ausência de uma resposta efetiva à cidadã.O parecer ministerial ressaltou que a autora foi regularmente contemplada no programa habitacional e que não poderia ser penalizada por entraves burocráticos ou pela desorganização interna da administração pública, caracterizada por sucessivos encaminhamentos entre Secretarias Municipais (Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano – SMASDH e a Secretária Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência – SADHPD) e ausência de solução efetiva ao caso concreto, em verdadeiro “jogo de empurra”, conforme pontuado também na sentença. Também foi enfatizado que a proteção constitucional conferida às pessoas com deficiência impõe prioridade no acesso a políticas públicas, o que torna ainda mais grave a omissão estatal verificada no caso concreto.Ponderou-se que, diante dos interesses em lide “é indubitável que a resolução efetiva do problema enfrentado pela reclamante, sobreleva-se aos eventuais obstáculos administrativos que possam existir no caso, porquanto as normas burocráticas não podem ser erguidas como entraves à obtenção de moradia adequada e digno por parte do cidadão hipossuficiente, sob pena de esvaziamento das próprias normas constitucionais que garantem o referido direito social”. (sic)Além disso, foi asseverado que “o direito à moradia, assegurado constitucionalmente e infraconstitucionalmente, transcende a mera disponibilização de um imóvel para abrigo, englobando a efetiva integração do indivíduo à sociedade, com acesso a serviços públicos essenciais, infraestrutura e equipamentos urbanos, tendo como finalidade primordial apoiar a criação e a manutenção de moradia para a vida independente da pessoa com deficiência. Do contrário, realmente há que se fazer uma reflexão mais profunda acerca da utilidade do Estado e a vigência/eficácia/equilíbrio do famigerado contrato social a que estamos submetidos”. (sic)Ao proferir a sentença, a juíza Glenda Moreira Borges, em consonância com o parecer ministerial, reconheceu a falha grave do Município, que não comprovou ter adotado medidas efetivas para resolver a situação ao longo de quase uma década. A decisão afastou argumentos como a chamada “reserva do possível” e a alegação de cadastro incompleto, consolidando o entendimento de que a desorganização administrativa não pode ser transferida ao cidadão, sobretudo quando se trata de pessoa em condição de hipervulnerabilidade.No caso, ficou comprovado que a autora sofreu não apenas prejuízos materiais, mas também danos morais relevantes, em razão da insegurança habitacional, da angústia e das situações de humilhação enfrentadas durante anos de tentativas frustradas de acesso ao seu direito.Com a decisão, o Município de Cuiabá foi condenado a entregar, no prazo de 60 dias, uma unidade habitacional adequada às necessidades da família, preferencialmente no Residencial Nico Baracat ou em programa equivalente. Também deverá manter o pagamento do aluguel social no valor de R$ 1.700 mensais até a efetiva entrega do imóvel, além de indenizar a autora em R$ 8 mil por danos morais.
Foto: Prefeitura de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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