Cultura
Arte cordelista é tema de congressos brasileiro e internacional no Rio
Cultura
A arte cordelista, que encanta gerações, é o tema do I Congresso Internacional de Literatura de Cordel e do II Congresso Brasileiro de Literatura de Cordel, que ocorrem até esta quarta-feira (26), na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. O local abriga um dos maiores acervos do gênero na América Latina, com mais de nove mil títulos.

Cordéis são folhetos com dizeres e poemas populares escritos em forma de rima, muito comuns no Nordeste.
Evento
O evento conta com debates, apresentações culturais, exposições de acervos e atividades que valorizam a palavra. Além disso, tem mesas apresentadas por diferentes nomes cordelistas abordando temas variados, como explica a coordenadora e curadora do congresso, Ana Ligia Medeiros:
“Os temas são os mais variados. Desde educação, biografias, diversidade, sexualidade, história, patrimonialização. Enfim, é um leque muito abrangente de interesses”.
A especialista destaca ainda a importância do cordel:
“O cordel é uma expressão genuinamente brasileira. É muito importante o lado não só educativo, mas também o informativo. Ele forma as pessoas em lugares onde não chega o livro, ou, mesmo que chegue, é de mais fácil acesso”.
Patrimônio Cultural Imaterial
A literatura de cordel é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Permanece viva em feiras, mercados populares, saraus, escolas e redes de pesquisa, constituindo um campo cultural dinâmico que atravessa gerações e territórios.
Cultura
Filarmônica do Maranhão apresenta espetáculo em São Luís
A riqueza da criação musical maranhense em uma releitura sinfônica: essa é a proposta de repertório que a Orquestra Filarmônica do Maranhão apresentará nesta quarta-feira no centenário Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, a partir das 19h30.

O espetáculo “Identidade Maranhense” fará um passeio pelos sons, ritmos e referências que fazem parte da identidade cultural do estado.
Além do regente titular Daniel Cavalcante, estarão também no comando das batutas dois convidados: os maranhenses Thales do Vale e Helder Ferreira.
A apresentação também terá a participação do trombonista Daniel Miranda como solista.
Entre as obras que ecoarão pelo palco do Arthur Azevedo estão “Louvação a São Luís”, do poeta e jornalista Bandeira Tribuzi, adotada como hino oficial da capital maranhense, e a abertura da ópera “Boi Catirina”, de Josias Sobrinho e Papete.
A ópera é a adaptação cênica e musical do tradicional auto do Bumba Meu Boi do Maranhão.
Em outro momento, os mais de 50 músicos da Filarmônica prestarão uma homenagem ao cantor e compositor João do Vale, executando o medley “João Sinfônico”, com algumas obras do seu repertório.
A Orquestra Filarmônica do Maranhão é a caçula entre os grupos de música de concerto do estado e completará um ano de fundação no próximo dia 31 de outubro.
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