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TCE-MT indica liquidação como caminho mais adequado para Coder

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) realizou nesta segunda-feira (24/11), em Cuiabá, uma reunião de encerramento da Mesa Técnica que buscava uma solução técnico-jurídica para a grave situação da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder). Uma ata de fechamento da Mesa Técnica foi formalizada, constatando a inviabilidade financeira da companhia e indicando a sua liquidação.

Afastando discussões políticas, a Mesa Técnica foi instalada em março deste ano, analisando questões centrais como reestruturação financeira para a Coder; possibilidade de o Município contratar, de forma temporária, a companhia ainda que sem as certidões negativas de FGTS e INSS; e mitigação dos riscos para o Município, considerando a sua responsabilidade subsidiária. Os trabalhos foram presididos pelo conselheiro Valter Albano.

A ata final da Mesa Técnica verificou que a Coder está contabilmente falida, com uma dívida superior a R$ 240 milhões, ficando impedida de formular novos contratos devido à ausência de certidões negativas junto ao INSS e ao FGTS. Um dos agravantes é que a empresa pública não dispõe de recursos financeiros suficientes para honrar suas obrigações ou manter suas atividades regulares, sendo a sua manutenção um grave risco às finanças públicas, ao equilíbrio fiscal e aos serviços públicos.

Segundo o relatório final, a Mesa Técnica contou com a participação contínua de representantes da Prefeitura de Rondonópolis, da Coder e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), assegurando a pluralidade de perspectivas. Inclusive, representantes da Coder apresentaram uma proposta de reestruturação da companhia, mas que não se mostrou viável diante da magnitude das dívidas, das limitações orçamentárias e da ausência das condições mínimas para o restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro.

Diante da incapacidade financeira e do modelo adotado pela companhia, foi reforçado durante a reunião que a administração municipal deve concentrar seus esforços na gestão direta dos serviços. “Ao longo dos trabalhos, foram sistematizadas informações, esclarecidos pontos técnicos e consolidadas recomendações destinadas a tomada de decisão pela administração municipal”, consta no documento.

A ata final da Mesa Técnica da Coder, assinada também por representantes da Prefeitura, deve ser votada pelo pleno do TCE-MT ainda esta semana, visando a sua homologação. A partir disso, o Município deve encaminhar relatórios semestrais ao Tribunal detalhando as etapas executadas durante o processo de liquidação.

Representantes da Prefeitura de Rondonópolis junto ao conselheiro Valter Albano. Foto: Ednilson Aguiar

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Grupo suíço vai investir R$ 100 milhões em fábrica em Rondonópolis

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O município de Rondonópolis avança cada vez mais no processo de diversificação e fortalecimento da sua economia. O prefeito Cláudio Ferreira recebeu a confirmação, nesta terça-feira (29), que o grupo suíço AVS Technology vai investir R$ 100 milhões em uma nova indústria em Rondonópolis. A unidade será destinada à produção de soda cáustica, hipoclorito de sódio e ácido clorídrico.

Em Rondonópolis, a empresa do grupo vai se chamar INCLOR e ficará instalada no Distrito Vetorasso, em área adquirida com recursos próprios. O anúncio oficial ao prefeito foi feito pelos representantes da empresa: Virginia Boschetti, CEO da AVS Technology; Victor Cattaneo, engenheiro e sócio da AVS Technology; e Juan José Leiros, gerente-geral da INCLOR Rondonópolis.

Conforme o prefeito, esse investimento é mais um grande avanço na industrialização de Rondonópolis, algo compromissado pela atual gestão desde a campanha, com o propósito de dinamizar a economia local. Cláudio Ferreira enfatiza que essa será a única planta no Centro-Oeste focada na produção desses produtos, sendo importante para fortalecer a indústria de base local e para fornecer insumos para outras empresas da região, com redução dos seus custos logísticos.

Cláudio observa que a vinda de mais essa indústria comprova os esforços da gestão atual em tornar mais favorável o ambiente de negócios em Rondonópolis. “Não aumentamos nenhum imposto. Na verdade, estamos fazendo gestão com os mesmos recursos. Extinguimos algumas taxas e impostos; criamos vários incentivos. A nossa primeira ação de governo foi o decreto de liberdade econômica em âmbito local”, informou.

Com tudo isso, o gestor destaca que as empresas conseguem se instalar na cidade com mais facilidade, sem falar que a gestão também está aberta a negociar e disposta a ir atrás dos investidores. “Isso está gerando grandes resultados. A gente quer industrializar Rondonópolis e vamos intensificar esse processo. Nesse sentido, estamos fazendo parcerias com quem quer ser parceiro de Rondonópolis, a exemplo da Santa Casa, do Governo do Estado e do terceiro setor”, disse.

FÁBRICA – A INCLOR tem início das obras previsto para dezembro de 2026 e começo da produção em dezembro de 2027, atendendo as cadeias industriais do Centro-Oeste e Norte do Brasil. Atualmente, as indústrias da região precisam buscar os produtos projetados pela empresa a mais de mil quilômetros de distância.

 

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