Opinião
A força de um projeto que cresceu com a cidade
Opinião
Por José Flávio Alves Jr.*
Várzea Grande, tantas vezes tratada como coadjuvante na dinâmica metropolitana, mostra hoje maturidade, identidade e ambição para ocupar um novo lugar. O Várzea Grande Shopping acompanhou essa evolução desde o início e, em alguma medida, ajudou a impulsioná-la. Há dez anos, quando o empreendimento abriu as portas, a cidade já demonstrava que precisava de um espaço alinhado ao seu ritmo e à sua força econômica.
Com o passar do tempo, ficou evidente que a demanda ia além das compras. O varzeagrandense buscava um ponto de apoio completo, capaz de integrar serviços, trabalho, convivência, cultura e segurança sem exigir deslocamentos constantes. A transformação em complexo multiuso nasce dessa leitura precisa do território e da compreensão de que um shopping bem gerido funciona como um organismo vivo: sempre em movimento, sempre em adaptação.
Pensar e operar um equipamento assim exige método e sensibilidade. Atrás das portas fechadas, a rotina segue com manutenção, limpeza, logística, segurança e preparação contínua. Esse trabalho silencioso sustenta a experiência que o público encontra todos os dias. Essa visão de gestão, baseada em conexão com as pessoas e disciplina operacional, orientou cada etapa da evolução do empreendimento.
O reconhecimento recebido no Prêmio Abrasce em 2025, que destacou o shopping como o primeiro complexo multiuso de Mato Grosso, apenas formaliza o que a cidade já percebia: Várzea Grande tem densidade urbana e potencial econômico para sustentar projetos estruturantes. Integrar saúde, lazer, serviços, negócios e convivência não é mais tendência; é infraestrutura essencial para acompanhar o crescimento da região.
Essa trajetória reforça uma convicção central: cuidar das pessoas é cuidar do negócio. Investir na qualificação dos lojistas, fortalecer parcerias e incentivar novos formatos melhora a experiência do cliente e fortalece todo o ecossistema do empreendimento. Nada disso se constrói sozinho. Cada avanço só é possível porque há um time comprometido, lojistas engajados e uma comunidade que reconhece valor no espaço.
O aniversário de 10 anos do Várzea Grande Shopping, não encerra um ciclo. Consolida uma escolha. O complexo multiuso representa a resposta prática a uma demanda que sempre existiu: um endereço capaz de concentrar oportunidades, resolver rotinas e acompanhar a cidade em seu processo de transformação. Um espaço que reflete a identidade da cidade e avança junto com ela.
*José Flávio Alves Jr. é superintendente do Várzea Grande Shopping e coordenador da Abrasce Mato Grosso
Opinião
Resiliência no ativismo cívico
Há alguns anos, eu estava na rua. Participei ativamente do Movimento Muda Brasil e fui líder do “Vem Pra Rua” em Mato Grosso. Cobrávamos ética e fim da corrupção. Era voluntário. Há 2 anos e 5 meses sou presidente da CDL Cuiabá. Também voluntário. Sem salário. Sem gabinete luxuoso.
Essa trajetória me ensinou: cobrar é fácil. Resolver é chato. E o chato funciona.
Hoje, o ativismo virou clique. Todo mundo posta stories reclamando dos buracos, da sujeira nas ruas e praças e da seletividade da justiça. E aí? Nada muda. A performance da indignação substituiu a eficiência da articulação.
No ativismo 1.0, a gente lotava a rua, a imprensa mostrava, e houve um impeachment, mas o problema da corrupção, da ineficiência estatal, convenhamos, não acabou. Algo aconteceu, sim. Só que não foi a transformação duradoura que a gente imaginava. No ativismo 2.0, você senta com as autoridades constituídas, mostra e descreve o problema, assina compromissos e volta no mês que vem para cobrar de novo. Sem like. Sem holofote.
Resolver problemas e encontrar soluções dá menos like do que reclamar. Mas o like não asfalta rua, não tampa buraco, não traz limpeza, mobilidade, educação financeira. A pressão constante e educada cria pelo menos a expectativa de resolução. E quando a autoridade não resolve? Aí a rua volta, mas com dados, ofício e, se necessário, barulho cirúrgico.
Muita gente desiste do associativismo porque acha que “voluntário” significa “não posso cobrar muito”. Engano. Voluntário não é frouxo. É movido a propósito. E propósito cobra mais do que salário.
Três regras que aprendi:
1. Cobrança sem solução é fofoca. Leve uma ideia. Busque parceria, solução, não inimizade. Algumas respostas independem do setor público.
2. A rede social é o gancho, não o martelo. Poste com dados, sem xingamento. E, depois, levante e ligue para quem resolve.
3. Voluntário não precisa ser herói, precisa ser insistente. Não desista na primeira negativa. Volte. Recomece.
Muitos empresários dizem: “Política é suja, não adianta.” Mas se você não participar, sentar à mesa, vão decidir sua vida sem você. Reclamar é direito. Propor é dever.
Troquei a adrenalina do protesto pela paciência da construção. Não é glamoroso. Ninguém aplaude reunião de três horas. Mas quando há melhoras, aquilo não veio de um stories. Veio de um voluntário chato que insistiu.
Meu convite: seja voluntário de alguma coisa. CDL, associação de bairro, CVV, conselho escolar. Cobrar sem ser chato, resolver sem holofote, insistir sem desistir.
“A rua te ensina a gritar. A mesa te ensina a esperar. E o resultado te ensina que os dois são necessários, mas só um deles constrói.”
*Júnior Macagnam é empresário do setor da moda há mais de 20 anos e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).
-
Saúde5 dias atrásSintomas da doença falciforme vão além da anemia; saiba mais
-
Rondonópolis7 dias atrásRondonópolis realiza conferência e fortalece ações com a primeiríssima infância
-
Saúde7 dias atrásBrasil teve 120 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos
-
Entretenimento7 dias atrásJesus Luz celebra aniversário da namorada Rafa com declaração apaixonada na web
-
Saúde6 dias atrásPrograma de atenção domiciliar amplia cuidado aos idosos no país
-
Saúde4 dias atrásMinistério da Saúde começa a vacinar crianças com a Pneumo 20
-
Entretenimento7 dias atrásBenício Huck revela escolha de curso acadêmico e descarta carreira dos pais
-
Entretenimento7 dias atrásPaolla Oliveira registra viagem pela China e declara: ‘Encantada com a experiência’
