Mato Grosso
Sesp mobiliza mais de 950 policiais para Operação Enem 2025 em MT
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) mobilizará mais de 950 policiais militares para a segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado em 9 e 16 de novembro, em 57 municípios de Mato Grosso.
A Operação Eneme 2025 atuará em três etapas. A primeira é a escolta das provas durante a distribuição para o interior de Mato Grosso, que começou nesta quinta-feira (6.11). O segundo é o policiamento nos locais das provas. Por terceiro e último, os militares realizarão a escolta reversa das provas, após a aplicação do exame.
Em Mato Grosso, 80.429 pessoas estão inscritas para fazer o Enem. As provas serão aplicadas em 217 locais distribuídos por 57 municípios.
Nos dias de aplicação, será instalado o Centro Integrado de Comando e Controle na sede da Sesp, que reunirá representantes das forças de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal, além de setores da iniciativa privada que prestam serviços de energia, telefonia, entre outros, para assegurar o bom funcionamento das operações.
De acordo com o secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, o programa Vigia Mais MT terá papel fundamental no acompanhamento e monitoramento da aplicação das provas.
“Teremos o acompanhamento em tempo real, com apoio do programa Vigia Mais MT, que será fundamental para garantir a aplicação das provas sem intercorrências. Com a participação de todos os órgãos em um só local, podemos discutir as demandas e buscar soluções imediatas caso ocorra algum problema nas escolas ou em seu entorno”, afirmou o secretário adjunto.
No primeiro domingo de aplicação (9), os candidatos farão as provas nas áreas de Linguagens e Ciências Humanas, além da redação. No segundo (16), será a vez de Matemática e Ciências da Natureza. O resultado final está previsto para 13 de janeiro de 2026.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín
Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.
* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Prefeitura de Medellín.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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