Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados de buscas em investigação de homicídio em Rondonópolis
Mato Grosso
A Polícia Civil deflagrou na tarde desta sexta-feira (7.11), mais uma fase da Operação Pecado Mortal para cumprimento de três mandados de busca e apreensão dentro de investigações de homicídios ocorridos em Rondonópolis e região.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis.
Os mandados são cumpridos na região do Bairro Residencial Dona Neuma e buscam a coleta de elementos que possam subsidiar investigações em andamento na unidade policial.
Na ação, duas pessoas de 36 e 25 anos por crimes de tráfico de drogas e furto de energia. Durante as buscas foram apreendidos drogas, dinheiro, balança de precisão, máquinas de cartão, veículo, além ter sido constatado em uma das residências furto de energia eletriza. Os dois presos foram conduzidos à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
A primeira fase da Operação foi deflagrada nos dias 14 e 15 de outubro. Com as diligências desta sexta-feira, já somam nove mandados de busca e apreensão, e cinco pessoas presas. Segundo a delegada Karla Peixoto Ferraz, responsável pela operação, as investigações seguem em andamento para esclarecimento dos crimes.
Nome da operação
Pecado Mortal designa um tipo de pecado muito grave, A operação recebeu esse nome em razão da motivação dos homicídios em apuração, uma vez que as vítimas foram mortas em razão de serem investigadas pela prática de crimes sexuais.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín
Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.
* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Prefeitura de Medellín.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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